A praia de Ribeira D’Ilhas é considerada como o berço do surf competitivo em Portugal e, décadas depois da primeira prova, continua a receber muitos dos mais importantes campeonatos de surf realizados em águas portuguesas. Para alguns surfistas locais é uma autêntica dádiva e Tomás Fernandes é um dos que melhor aproveita a oportunidade de brilhar em casa. Foi aí que venceu pela primeira vez na sua carreira na Liga MEO Surf e onde conseguiu um resultado histórico no World Junior Championship da WSL. E foi aí também que mais uma vez agarrou a liderança no mais competitivo circuito de surf, batendo na final um inspirado Vasco Ribeiro. A ONFIRE falou com Tomás pouco depois deste grande momento da sua carreira para saber mais sobre a sua vitória…

Tomás, acabaste de vencer novamente na Liga MEO Surf, como te sentes?
Não podia estar mais contente. Ganhei pela segunda vez e ganhei em Ribeira, sinto que é mesmo um sítio especial para mim e irá sempre ser.

Tirando a final qual foi o heat que mais te orgulhas, e porquê?
Talvez o heat dos quartos de final man-on-man, aquele heat com o Ivo (Cação). Não sei, o mar esteve sempre desafiante e difícil, nesse heat fiz um 8.75, e marcou mais a diferença.

Tinhas um plano definido para a final?
Não, só queria entrar e surfar.

Nos minutos finais precisavas de uma nota e não tinhas prioridade, por algum momento achaste que o heat estava perdido?
Não, eu só queria era surfar e não estava a pensar muito. Especialmente porque não se ouvia nada e a única coisa que eu queria era fazer outra onda minimamente decente.

O que achaste quando terminaste a última onda, estavas convicto que era suficiente para virar o resultado?
Estava na dúvida, foi o condutor do jet ski que me confirmou que tinha ganho.

Que tipo de vitória te dá mais prazer, uma em que vais “crescendo” ao longo do heat ou uma viragem no fim como aqui?
Uma vitória é sempre uma vitória, seja como for. É uma pergunta difícil de responder mas acho que se calhar no fim é mais emocionante.

 

 

Quais são os teus objectivos para este ano e, dentro deles, em que lugar está a disputa pelo título nacional?
Os meus objectivos são entrar no top100 novamente e ser campeão nacional.

Recentemente mudaste de equipa de treino, sentes que esta vitória em grande parte se deve a isso?
É verdade, hoje em dia treino com o Zé Seabra, e acho que sim, a vitória é uma consequência disso. É uma pessoa que me ajuda bastante na minha carreira e de certa forma teve bastante influência.

Muitos dos teus melhores momentos no surf competitivo aconteceram em Ribeira D’Ilhas, fala um pouco sobre a tua ligação com esta praia?
Sem dúvida, Ribeira D’Ilhas é mesmo, e será sempre para mim, a melhor praia do mundo. Como é óbvio, sinto uma ligação diferente de qualquer outra praia. Ali estou na minha zona de conforto e adoro, acho que é uma onda incrível, já me trouxe muitas coisas boas na vida.

Qual são os próximos eventos em que vais competir?
Vai ser a prova da Liga MEO Surf na Figueira e depois os QS’s da Europa.

 

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