O website da revista Stab é provavelmente o meio de comunicação de surf que mais acesso tem a novidades da indústria e não hesita em publicar as mesmas em primeira mão.

Desta vez a Stab partilha mais um notícia “estrondosa”, mas partilha o destaque com o site shopeatsurf. Aparentemente o Nike (Grupo Nike Inc.) está pronto para despachar a Hurley do seu portefólio. Esta que é provavelmente a mais recente entre as grandes marcas, foi lançada em 1999 e adquirida pela Nike por um valor não revelado a Bob Hurley em 2004.

Na realidade, a Hurley existe desde 1979 como marca de pranchas de surf mas esteve “dormente” a partir de 1984, quando Bob e os seus parceiros se tornaram representantes da Billabong para a América do Norte. O crescimento da marca australiana em solo americano foi de tal forma relevante que se tornou relativamente autónoma, ficando responsáveis por departamento que mais tarde seriam usados na Hurley.

Foi em 1998 que Bob e companhia decidiram não renovar o contrato com a Billabong, aproveitando o ano seguinte para lançar a marca nos Estados Unidos e poucos outros mercados, entre os quais se incluía Portugal. Bob levou consigo também muito dos patrocinados da Billabong, incluindo o trio Malloy, Keith, Chris e Dan, que eram alguns do nomes mais mediático da época.

Cerca de 10 anos depois da aquisição, a Nike, como marca, aproveitou para se envolver no surf, contratando algumas das maiores estrelas da época, tanto como patrocinados a 100% ou apenas de footwear, e os maiores eventos de surf em continente americano. Infelizmente essa época não durou e a Nike passou os contratos dos seus team riders para a Hurley, que já tinha uma equipa sólida na época e passou a ter uma espécie de “dream team” tanto no Championship Tour, como fora.

Apesar de ter mantido Filipe Toledo, John John Florence, Julian Wilson e muitos outros, o “super team” foi diminuindo, com nomes que se tornaram menos expressivos ao longo dos anos, como Miguel Pupo e Nat Young, a desaparecerem da lista. Ainda não se sabe detalhes sobre a possível venda desta marca mas é bem provável que, acontecendo, muitos outros contratos não sejam renovados e que o número de surfistas profissionais continue a diminuir.

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