Pedro Henrique fala sobre a experiência de surfar e conhecer Isreal | Mini-Entrevista

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Muitos dos melhores surfistas da segunda divisão do surf mundial rumaram a Israel para competir no Seat Pro Netanya apenas à procura de pontos. Mas quando chegaram lá foram expostos a um país e uma cultura que pouco conheciam e os 10 dias que a prova durou foi a oportunidade perfeita para ficarem a conhecer Israel um pouco melhor. Um desses surfistas foi Pedro Henrique, que nos falou dessa experiência e, claro, da sua vitória neste QS 1.500.

Conta-nos como foi a experiência de surfar em Israel e como os surfistas da WSL foram recebidos pelo público…
As pessoas em Israel são muito parecidas com os brasileiros. Fomos muito bem recebidos nas ruas e nas praias, fiquei contente de ver como são apaixonados pelo surf e que existe uma comunidade gigante de surfistas.

Como são as ondas?
Quanto fui achei que seria difícil entrar swell mas na verdade tivemos grandes tempestades e o mar ficou até grande demais, as formações dos fundos são boas e as ondas são fortes, gostei muito.

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Sabemos que nos dias off a organização levou-vos numa visita guiada, podes contar onde foste e o que achaste desses locais?
Sim, fomos convidados a conhecer a Cidade Santa de Jerusalém, e quase todos atletas aproveitaram a oportunidade. Foi uma visita incrível onde podemos conhecer a realidade de uma cidade tão importante no mundo. Eu sempre tive vontade de conhecer Jerusalém e fiquei muito feliz.

A religião é algo muito presente no dia a dia em Israel?
Sim, a religião está muito presente, mas vê-se muito respeito em relação a isso. Nas regiões de Tel Aviv e Netanya passa despercebido, já Jerusalém sente-se um clima mais tenso em relação às divisões de territórios entre árabes e judeus, o que algumas vezes não nos permitia entrar em algumas áreas dos árabes (muçulmanos).

Como é a convivência com o surf num sítio como Israel em comparação a outros locais onde o surf está mais desenvolvido?
Israel me surpreendeu em relação a cultura de surf e quantidade de surfistas. É uma região onde o surf tem grande importância no dia a dia das pessoas e praticamente todos os dias vão surfar.

É um local onde irias numa Surftrip?
Sem dúvida! Além da praia onde tivemos a competição existem muitos outros picos até melhores em tamanho e formação. É um lugar a explorar, filmar e etc.

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É um local onde se encontra as mesmas coisas que em qualquer outra nação desenvolvida de surf ?
Sim, tem tudo o que temos em sítios onde o surf e desenvolvido e o que me chamou a atenção foi a grande quantidade de escolas de surf e também o número de crianças fazendo surf e acompanhando o campeonato. Quem sabe não estarão presentes no tour em alguns anos.

Falando um pouco da competição, acabaste de vencer uma das primeiras etapas do QS do ano, como te sentes?
Estou muito feliz de ter vencido pois, sem dúvida, nos dá confiança para continuar treinando e trabalhando para alcançar nossos objectivos em 2016.

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Quantas etapas do QS venceste ao todo na tua carreira?
Não foram muitas mas sem nesta nova fase da minha carreira estou conseguindo vitórias e bons resultados mais constantes. Acredito que todo o suporte que agora tenho com o meu treinador técnico (Renan Rocha), o meu treinador físico (João Moisés) e com o apoio na preparação física pela Quinta da Marinha e dos meus patrocinadores como a Fonte viva e Sooruz, e a Polen, através do Álvaro Costa que me tem dado acesso às melhores pranchas em todos os lugares do mundo, estou com a base profissional que hoje me dá condições de alcançar objectivos.

Para terminar, quais são os teus objectivos para este ano?
Classificar-me para o Championship Tour da WSL!

 

Comentários

  1. Pedro B Ventura diz:

    Triste a vossa reportagem sobre um tema tão sensível como o Israel/Palestina…. F%”K ISRAEL