Os surfistas profissionais mais ricos do planeta

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Quanto ganham os melhores surfistas do mundo? Os ordenados variam muito e regularmente jogam mais em função da imagem do que da habilidade. E há muitos que conjugam as duas partes e muito mais. Fica a saber quem são os surfistas profissionais que mais dinheiro fizeram (e continuam a fazer) ao longo das suas carreiras.

Se o prize money angariado ao longo das suas carreiras nas provas da WSL fosse a referência, a lista seria composta pelos seguintes nomes:

1º – Kelly Slater – 3.759.810 USD
2º – Mick Fanning – 2.654.620 USD
3º – Taj Burrow – 2.214.140 USD
4º – Joel Parkinson – 2.065.600 USD
5º – Adriano de Souza – 1.732.700 USD
6º – Gabriel Medina – 1.580.350 USD
7º – CJ Hobgood – 1.468.980 USD
8º – Julian Wilson – 1.339.400 USD
9º – Jordy Smith – 1.312.500 USD
10º – Bede Durbidge – 1.287.920 USD

No entanto, os prize moneys estão longe de ser a maior fatia dos ordenados dos melhores surfistas do mundo. São os ordenados pagos pelos seus patrocinadores que contribuem mais para o seu “net worth” e segundo as contas (não oficiais) da ONFIRE a lista é a seguinte:

1º – Kelly Slater

Contas feitas é fácil de perceber que o 11x campeão do mundo, Kelly Slater, não só é o melhor surfista de todos os tempos como é o mais rico. Kelly contou no seu primeiro livro, Pipe Dreams, que chegou a estar falido no ano a seguir ao seu primeiro título mundial. Mas esse episódio só serviu para criar uma nova base de gestão do seu futuro património, que hoje em dia é estimado em mais de 20 milhões de dólares.

2º – Mick Fanning

Apesar de não haver confirmações oficiais, é muito provável que o segundo surfista profissional mais rico do planeta seja Mick Fanning. Além de também ser o segundo surfista a fazer mais dinheiro com prize moneys, só os três títulos mundiais garantiram-lhe um “income” extra de mais de 3 milhões dos seus patrocinadores. Mick é o surfista mais bem pago de uma das maiores marcas de surf do mundo, a Rip Curl, e conta com mais uma série de patrocinadores secundários fortes como a Dragon, Red Bull, Reef, Creatures e FCS, muitos dos quais tem produtos de assinatura e recebe “royalties”. E para colmatar a sua posição, no início da sua carreira investiu bem na propriedade onde fez a sua casa, que entretanto valorizou muito. É provável que o seu património na actualidade passe bem os 10 milhões de dólares.

3º – Dane Reynolds

Estima-se que um surfista que fez pouco mais de meio milhão de dólares em prize moneys seja o terceiro desta lista. Dane Reynolds é o free surfer de maior sucesso de sempre, um nome com que qualquer surfista poderá identificar-se quer seja fã de competição ou não. Conta a lenda que uma das razões que fez Slater começar a “queimar o filme” com a Quiksilver foi quando se soube que Dane era o atleta mais bem pago do team, apesar de tudo o Kelly representa. Neste momento Dane está sem patrocínio principal mas durante muitos anos recebeu “o seu peso em ouro” da Quiksiver, Vans e outras marcas como a Monster Energy.

4º – Taj Burrow

Segue-se Taj Burrow, um dos competidores com maior longevidade no tour. O australiano está perto de se reformar mas esteve no Championship Tour quase 20 anos. Durante esse tempo foi candidato ao título mundial várias vezes e foi pago pela Billabong como “title contender”. Junta-se a esse “bolo” os ordenados “chorudos” dos seus outros patrocínios, como a VonZipper, Globe, Future Fins e durante alguns anos a Firewire, o que garante que Burrow tem vários milhões de dólares na conta.

5ºs – Joel Parkinson e Jordy Smith

Depois de Taj temos Joel Parkinson e Jordy Smith. 7 anos e um título mundial separam estes dois surfistas e apesar de “Parko” sempre ter sido muito bem pago pela Billabong, Smith esteve no meio de uma das maiores disputas entre marcas de sempre. No fim Jordy assinou pela O’Neill, Oakley e mais umas quantas marcas e durante muito tempo esteve no top4 dos maiores ordenados. O resultado é uma “riqueza acumulada” que deve estar muito próxima, dependendo de como têm investido e de como gerem os seus estilos de vida.

7º – John John Florence

Se esta lista se focasse no ordenado actual, John John Florence estaria destacado no topo. E se no caso de Jordy a disputa pelo auto-colante no bico da sua prancha jogou a seu favor, com Florence isso traduziu-se no maior contrato da história do surf profissional até agora. É provável que passe pelo menos um surfista desta lista a cada ano, excepto Slater, mas o seu contrato ainda é muito recente o que não lhe garantiu ainda acumular a riqueza que alguns veteranos mais acima já têm.

8ºs – Adriano de Souza e Gabriel Medina

Os dois campeões mundiais da WSL têm histórias diferentes, mas é possivel que a fortuna de ambos esteja muito próxima. Adriano de Souza abriu as portas para que os brasileiros pudessem acreditar num título mundial, e Gabriel Medina aproveitou bem a oportunidade. E, apesar de De Souza nunca ter conseguido contratos ao nível do seu ranking, já conta com 10 anos de tour e nunca esteve muito tempo sem main sponsor, além de ter fortes patrocínios secundários. Já Medina está com uma ascensão incrível e a sua prancha leva cerca de 10 auto-colantes colados em cada lado o que, tudo junto, deve dar um valor perto do de John John. E como o havaiano, nos próximos anos vai escalar este ranking até chegar bem perto de Kelly Slater.

Em ascensão – Filipe Toledo e Julian Wilson

Julian sempre foi muito bem valorizado e Filipe é cada vez mais uma super estrela a nível global. Com o passar dos anos tudo indica que estes dois também se vão chegar mais perto do topo desta.

Entre os Europeus Jeremy Flores é o claro líder do grupo. Além de ter acumulado 1.142.350 USD em Prize Money, Flores é o menino de ouro da Quiksilver Europa e por uma boa razão. A sua imagem é muito forte e já provou ser um dos melhores surfistas do planeta em todo o tipo de condições, justificando a aposta que a marca fez quando Jeremy era ainda muito novo.

Tudo indica que num segundo lugar, entre os surfistas profissionais europeus com maior riqueza acumulada, está Tiago Pires. Saca atingiu a um patamar de reconhecimento a que mais nenhum outro surfista na Península Ibérica chegou e mesmo a nível europeu poucos têm galardões semelhantes. O surfista da Ericeira foi bem patrocinado durante toda a sua carreira e quando transitou da Billabong para a Quiksilver garantiu um contrato “chorudo” por 10 anos! A contribuir para essa soma estão outros patrocínios de peso, como a Red Bull e o MOCHE, que complementaram bem os valores que recebeu do seu patrocinador principal. Juntando os cerca de 654.000 USD de prize moneys que recebeu ao longo da sua carreira na WSL, pode dizer que tem sido uma carreira bastante lucrativa!

No entanto, se não estivéssemos a falar de surfistas profissionais esta lista seria muito diferente. Nick Woodman, por exemplo, é um surfista de longa data e enquanto viajava pela Indonésia teve a ideia de criar uma marca de máquinas de filmar/fotografar que eventualmente chamou de “GoPro” e actualmente o seu património está valorizado em 2.6 biliões de dólares. Woodman é, provavelmente, o surfista mais rico do mundo!

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(O que preferias, ter os milhões e o surf de Kelly Slater ou os biliões e o surf de Nick Woodman?)

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