Ser filho de surfista já é uma vantagem para quem sonha fazer deste desporto uma profissão. Começa pelo privilégio de começar mais cedo, usufruir de material técnico e sabedoria do mar, mas quando o progenitor foi surfista profissional de sucesso, mais fácil fica o percurso. Fica a conhecer os surfistas profissionais de segunda geração mais bem sucedidos…

Lee-Ann Curren
Tendo em conta que na época do seu avô, Pat Curren, não havia surf profissional a neta deste pioneiro das ondas grande é “apenas” atleta de segunda geração. O seu pai, Tom Curren, foi campeão mundial por 3x na ASP/WSL e ainda estava no tour quando surgiu a divisão CT/QS. Quando Lee-Ann se qualificou para o tour feminino de 2010 tornou-se na primeira surfista do Championship Tour de segunda geração. Mas a família Curren não se resume a Pat, Tom e Lee-Ann, há ainda o irmão de Tom, Joe, que fez carreira como free surfer nos anos 90 e 00, e os outros filhos de Tom, Nathan, Patrick e Frank, todos eles surfistas que a alguma altura foram patrocinados.

 

 

Kolohe Andino
O filho de Dino Andino, que esteve no CT em 92 e 93, rapidamente superou o sucesso do pai, apesar de nunca ter vencido uma prova da elite do surf mundial. Kolohe qualificou-se cedo para o tour e no ano passado tornou-se no primeiro californiano a liderar o circuito mundial desde 2009, apesar de apenas ter segurado a lycra amarela por uma etapa. É seguramente o “cêtêtista” de segunda geração mais bem sucedido até agora e ainda poderá voltar a disputar o título mundial.

 

 

Ian Gouveia
Ian é um dos poucos surfistas que pode dizer que acompanha o Championship Tour desde quando usava fraldas. O seu pai, Fábio Gouveia, foi o primeiro surfista brasileiro a furar o top5 do CT, o primeiro a vencer provas deste tour, o primeiro a vencer no Havai, entre outras estreias. Já Ian esteve no CT em 2017 e 2018 mas ainda não conseguiu igualar o sucesso de seu pai. Também o seu irmão, Igor, surfou como profissional e o seu tio, Guga, representou bem o nome da família, tendo vencido o circuito nacional português em 2001.

 

 

Bronte Macauley
Bronte é filha do ex-top5 do Championship Tour, Dave Macauley, e já faz parte do tour principal desde 2016. Apesar de ter herdado a competitividade do seu pai, ainda está longe de conseguir superar o seu sucesso, mantendo-se no tour em grande parte devido ao seu back up no circuito QS.

 

 

Miguel Pupo & Filipe Toledo
Miguel e Filipe são filhos de surfistas da primeira grande geração de surfistas profissionais do brasileiro. Wagner Pupo esteve muito próximo de se qualificar para o CT num dos seus anos no tour e Ricardinho Toledo foi campeão brasileiro profissional por três vezes e venceu provas QS. Miguel, filho de Wagner, fez parte do CT por vários anos, tendo regressado em 2020 enquanto que o seu irmão, Samuel Pupo, quase conseguiu a qualificação no final do ano passado e é uma questão de tempo até se juntar. O percurso de Filipe Toledo fica apenas atrás dos seus conterrâneos que se sagraram campeões mundiais, enquanto que o seu irmão Matheus Toledo também é reconhecido como um surfista talentoso.

 

 

Coco Ho
Mike Ho, o patriarca da família Ho foi surfista profissional nos anos 80, antes de haver duas divisões no tour mas ainda fez uma final no CT em Pipeline nos anos 90 como wildcard. Coco Ho esteve no CT feminino entre 2009 e 2019 enquanto que o irmão mais velho, Mason Ho, é um dos free surfers mais conhecidos do mundo. Já o tio, Derek Ho, irmão de Mike, foi o primeiro havaiano a sagrar-se campeão mundial da ASP/WSL, um feito que conquistou em 1993.

 

 

Em Portugal
Afonso Antunes
Tendo em conta que a primeira geração de surfistas profissionais é muito recente, ainda são poucos filhos desse grupo de surfistas a mostrarem potencial de chegar mais longe que os pais. João Antunes foi o surfista mais dominante no circuito nacional dos anos 90, mantendo-se no top até há poucos anos atrás. Já Afonso é considerado como a maior “bombinha” da sua geração e é uma questão de tempo até estar a dar que falar no circuito QS.

 

 

Francisca Veselko
Filha de Filipa Leandro, que venceu provas do circuito nacional, e Joe Veselko, que fazia parte da equipa de surf norte-americana, Kika tem sal no seu DNA. Juntando muita dedicação ao seu talento, temos potencialmente uma das melhores surfistas de sempre do nosso país. Ainda júnior, Veselko já conquistou o título de vice-campeã da Europa na categoria Open do Eurosurf e muitos outros estão a caminho. O talento da família não fica por aí, o irmão mais novo, Jaime Veselko, mostra um potencial muito grande para um surfista de apenas 11 anos.

 

 

Quem juntavas a esta lista?

Comentários

Os comentários estão fechados.