O surf português tem estado em grande crescimento nas últimas duas décadas. Para comemorar essa ascensão a ONFIRE isolou 5 acontecimentos, e algumas menções honrosas, que na nossa opinião sobressaíram de todos os outros…

O segundo lugar de Tiago Pires em Sunset – 2000
Antes de Tiago Pires se atirar de cabeça ao circuito mundial, nunca um surfista português tinha chegado sequer às meias finais de uma prova QS. Por isso, quando Saca foi vencendo bateria atrás de bateria numa das etapas mais tradicionais do tour, o Rip Curl World Cup, em Sunset, com premiação máxima, levou o surf português a um patamar onde nunca tinha estado. Tiago ficou em segundo lugar e caso tivesse vencido teria entrado no CT no seu primeiro ano a full time no tour. Mas na verdade o resultado foi apenas a cereja no topo do bolo num ano histórico para o surf português já que antes Pires foi vice-campeão mundial júnior na ASP e venceu uma etapa do circuito QS em Portugal. Pouco depois ainda foi considerado o terceiro melhor surfista com menos de 20 anos pela revista SURFER no suplemento “Hot100“.

A qualificação de Tiago Pires para o Championship Tour – 2007
Depois de uma estreia incrível no circuito QS previa-se que a qualificação para o Championship Tour fosse rápida mas o nosso portuguese tiger passou uns anos difíceis, ficando por várias vezes a poucas baterias de entrar na elite do surf mundial. Foi em 2007 que tudo mudou e Tiago Pires não só liderou o circuito como acabou o ano em 5º lugar no ranking e provou que não há impossíveis. O seu percurso no Championship Tour durou 7 anos consecutivos, colocando o surf português na boca do mundo como nunca antes.

A vitória de Vasco Ribeiro no World Junior Championship – 2014

Depois de ter vencido o circuito nacional e o Pro Junior Europeu, Vasco Ribeiro fez algo que nenhum surfista português tinha conseguido, sagrar-se campeão mundial de surf. Saca já tinha sido vice-campeão mundial tanto na ISA como na ASP (actual WSL) e também Vasco já tinha sido vice na ISA, mas no fim de Outubro de 2014, Ribeiro, que na altura se encontrava sem patrocínio principal, bateu Ítalo Ferreira na final para garantir um título inédito em Portugal até aos dias de hoje.

A qualificação de Frederico Morais para o Championship Tour – 2016
Entre 2007 até algures em 2016 mais nenhum surfista tinha ficado perto de entrar no Championship Tour além de Tiago Pires, fazendo muitos duvidar se mais alguém alguma vez o faria. E mesmo Frederico tão tarde como Setembro de 2016 parecia ter poucas hipóteses. Até que conseguiu alguns resultados para juntar a uma vitória mais cedo no ano, a sua primeira, e fez duas incríveis finais no Havai para não só entrar no CT como o fazer em grande forma, colocando-se de imediato como um nome a ter em conta entre os 32 melhores do mundo.

A vitória de Frederico Morais no circuito QS – 2019
Depois de um bom ano de estreia, Frederico perdeu a sua vaga no final do segundo, por apenas um lugar e com a agravante de se ter lesionado antes da última etapa. No ano seguinte teve alguns wildcards, tendo conquistado um 3º lugar no Brasil mas, mais importante que isso, foi construindo o seu ano ao longo da temporada, vencendo uma etapa de 3.000 pontos, uma de 6.000 e uma de 10.000 pontos, esta última no Havai, que foi mais uma estreia para o surf português, acabando em primeiro no ranking de qualificação.

 

Menções honrosa:
Bruno “Bubas” Charneca e Ruben Gonzalez derrotam Kelly Slater
Kelly Slater veio pela primeira vez ao nosso país em Outubro de 1996 para competir no Coca Cola Figueira Pro mas foi uma visita curta. Slater chegou atrasado, competiu contra Bubas no round 2, foi eliminado, fez uma sessão de free surf no Cabedelo e voltou para casa. Em Portugal ficou o seu “escalpe” com o surfista da Caparica, que conseguiu o resultado mais expressivo de uma carreira sólida a nível nacional. No ano seguinte Ruben Gonzalez repetia a dose, nas esquerdas da Praia da Aguda durante o Buondi Sintra Pro, também uma etapa do CT, começando uma ligação com o nosso país que se dizia “amaldiçoada” durante muitos anos.

O 3º lugar de Tomas Fernandes no World Junior Championship
Vasco Ribeiro venceu o título mundial mas também Tomás Fernandes fez um resultado histórico no Allianz World Junior Championship de 2014. A prova aconteceu na praia que o viu crescer, Ribeira D’Ilhas, e Tomás foi vencendo baterias até perder, por muito pouco, para o (eventual) campeão mundial de 2019, Ítalo Ferreira. Como prémio Fernandes teve acesso às provas mais valiosas do primeiro semestre de 2015.

O surf feminino em destaque
Depois de Patrícia Lopes ter conseguido entrar no top16 do circuito mundial feminino no início dos anos 90, passaram décadas até às surfistas portuguesas se voltarem a equiparar às melhores do mundo. Foi a geração actual, de onde se destacam Teresa Bonvalot, Yolanda Hopkins, Carol Henrique, Camilla Kemp e Mafalda Lopes, entre outras, que voltou a conquistar resultados expressivos. Finais e uma vitória no QS, títulos Pro Junior e Europeu Open e resultados expressivos no World Junior Championship foram alguns dos mais impressionantes e mais vêm a caminho.

As presenças portuguesas em finais do Big Wave Tour
Tudo começou com João Macedo e tanto ele como Alex Botelho e António Silva fizeram finais em provas do circuito mundial de ondas grandes, juntando a bandeira portuguesa à elite do Big Wave Surfing.

 

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Comentários

5 comentários a “Os 5 maiores feitos competitivos dos surfistas portugueses”

  1. João Antunes diz:

    Acho que falta aí nss Menções Honrosas o segundo lugar do Kikas em Jeffreys Bay, melhor qualificação de sempre de um português no WorldTour.

  2. Ameixa diz:

    Falta o 2.o lugar do Kikas em Jeffreys…