Faltam 15 heats terminar a temporada de 2018 no circuito Qualifying Series da WSL e um surfista português mantêm-se em contenção para uma vaga no Championship Tour de 2019.

Vasco Ribeiro já passou três baterias no Vans World Cup of Surfing, prova QS 10.000 realizada em Sunset Beach, Havai, mas ainda precisa de passar pelo menos mais duas se quiser concretizar o seu objectivo já este ano. No início da prova o surfista de São João do Estoril já precisava de marcar presença nas meias finais para entrar no “cut”, mas esse requisito já aumentou.

Sunset é uma onda difícil de surfar e ao longo dos anos tem destruído os sonhos e carreiras de muitos surfistas. Que o digam Jorgann Couzinet e Mateus Herdy, dois competidores que estavam dentro do “cut” no início da prova mas perderam cedo e já foram superados. O primeiro dos dois, Couzinet, tem razão para estar devastado pois é o segundo ano consecutivo que a sua vaga lhe escapa “entre os dedos” no Havai.

Já confirmados, sem margem de dúvidas, estão os seguintes surfistas: Seth Moniz, Ryan Callinan, Deivid Silva e Peterson Crisanto. Praticamente certos no CT de 2019 estão também Ricardo Christie e Leonardo Fioravanti já que ainda estão em prova e levam uma certa vantagem sobre os que os seguem. Depois temos  Jadson “Jaddy” André, que sobreviveu ao round 3 com uma onda nos últimos segundos e convém que ainda passe mais algum heat para ficar descansado mas, mesmo que não o faça, poderá conseguir a qualificação à mesma.

No limite da qualificação, ainda do “lado de dentro”, estão mais três surfistas, Jesse Mendes, Ethan Ewing e Soli Bailey, que ocupam a 8ª, 9ª e 10ª posições vagas neste momento. Entre eles é Ethan quem está mais “exposto” pois já foi eliminado e não poderá defender a sua posição enquanto que Jesse e Soli ainda estão em prova. São esses três competidores que estão mais ao alcance de cerca de 15 surfistas ainda em prova e com hipóteses matemáticas de entrar no “cut“.

Numa primeira linha de ataque a essas vagas estão dos ex-tops do CT, Jack Freestone e Miguel Pupo que estão praticamente um round atrás do trio acima referido em termos de pontos. Segue-se Vasco Ribeiro e Mathew McGilivray que precisam de chegar à final. No caso de Ribeiro o ideal seria mesmo um 3º lugar ou melhor enquanto que outros, de Weslley Dantas a Beyrick De Vries, vão tendo requisitos entre o 3º e 1º lugares para entrarem no tour.

É, sem qualquer dúvida, um requisito alto para Vasco, mas este talentoso surfista português tem todo o potencial de o fazer. O Havai é a arena competitiva mais difícil do surf profissional mas já outros portugueses aí tiveram sucesso no passado. Tiago Pires foi o primeiro a quebrar essa barreira, no ano 2000, quando foi vice-campeão mas mesmíssima prova. “Saca” recebeu o prémio de rookie do ano, um prestigioso título que Frederico Morais também conquistou 13 anos mais tarde, depois de conquistar um lugar na final também em Sunset, terminando em 4º lugar. Em 2016 Frederico fez mais duas finais, em Haleiwa e Sunset, terminando ambas em segundo lugar e conseguindo a qualificação.

Vasco Ribeiro é, como os comentadores da WSL não se cansam de constatar, “feito do mesmo molde” que Tiago e Frederico e conta com uma “base” fortíssima, principalmente em point breaks de direita, o que confirma as suas fortes hipóteses de conseguir concretizar o incrível feito, que lhe daria a qualificação para o Championship Tour do próximo ano.

O próximo desafio será o heat 5 do round 4, em que terá como adversários três brasileiros, Ítalo Ferreira, Peterson Crisanto e Miguel Pupo. O Vans World Cup of Surfing está em stand by até, pelo menos, 3º feira à noite (hora portuguesa). Acompanha tudo em directo AQUI!

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