Nat Young ocupa actualmente a 11ª posição do ranking do circuito de qualificação da WSL, apenas um lugar fora do “cut” de qualificação para o Championship Tour. É uma posição que, há alguns anos atrás, parecia altamente improvável, tendo em conta os seus resultados nas sua primeira época como membro do Championship Tour.

Tudo começou com uma carreira competitiva sólida como júnior com diversas vitórias em provas Pro Junior em solo americano. Nat qualificou-se para o World Junior Championship da WSL por três vezes, tendo terminado em 9º lugar em 2009, em Narrabeen, Austrália, 5º lugar em 2010 e em 2011, ano em que a disputa foi feita em duas etapas, chegou à final da última etapa a precisar de uma vitória para se sagrar campeão. O seu adversário, Marc Lacomare, estava inspirado e Young teve que se contentar com o segundo lugar na prova e o título de vice-campeão mundial júnior.

No entanto, o sucesso no circuito QS tinha começado ainda mais cedo já que em 2008, com apenas 17 anos, venceu a sua primeira etapa no circuito QS, o O’Neill Cold Water Classic, uma etapa 4 estrelas realizada na sua terra natal, Santa Cruz.

 

 

O seu surf é descrito como “competitivo”, com um backside que está entre os melhores do tour mas até ao fim de 2012, ano em que se qualificou para o Championship Tour, Nat apenas venceu mais uma etapa, o Vans Pier Classic, realizado em Huntington Beach.

A sua estreia no CT foi impressionante, tendo chegado a duas finais, em Bells Beach e Peniche, e uma meia final em Bali para terminar dentro do top10 e receber o prémio de rookie of the year. No ano seguinte o surfista de Santa Cruz parecia estar a ganhar consistência e ao fim de 5 etapas já tinha feito mais uma final e encontrava-se em 7º lugar no ranking, mas até ao fim do ano não voltou a passar do round 3. Em 2015 conseguiu entrar no top5, graças a 3ºs lugares em Bells e Margaret River, mas faltou novamente consistência e acabou por cair 5 lugares ao longo do ano.

No ano de 2016 também não começou mal mas Nat teve problemas pessoas e acabou fora da bolha de qualificação por apenas um lugar. Em 2017 conseguiu entrar em 9 das 11 etapas, mas ficou longe da qualificação, tendo passado do round 3 apenas em uma etapa.

 

 

De volta ao QS a 100% em 2018, Nat apenas conseguiu fazer uma final e foi numa etapa de 3.000 pontos, terminando num “pobre” 45º lugar. Este ano, enquanto muitos dos seus “ex-colegas” se deslocavam para uma etapa onde já fez grandes resultados, Bells Beach, Young seguiu para Portugal, para disputar as etapas de 3.000 pontos de Santa Cruz e Costa da Caparica. E foi na segunda etapa, o Caparica Surf Fest powered by Oakley, que este surfista parece ter quebrado o seu bloqueio, vencendo a etapa com o seu backside afiado. A sua vitória garantiu-lhe um grande salto no ranking, garantindo assim o seu primeiro keeper de regresso a um lugar onde já foi destaque.

Será que consegue uma vaga no Championship Tour de 2020?

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