A revista FORBES ficou conhecida a nível mundial pelas suas listas das pessoas mais ricas do planeta. No entanto, ao longo dos anos, tem diversificado um pouco mais, incluindo listas de outras categorias como os grandes influenciadores. Tiago Pires já esteve em destaque na versão portuguesa da revista e agora surge Nicolau Von Rupp, que fez parte de uma lista muito importante na região Dach (Alemanha, Áustria e Suíça). Foi no momento que o vimos na lista que realizámos que já não falávamos com o surfista da Praia Grande há algum tempo, por isso aproveitámos para lhe ligar de modo a fazer algumas perguntas e meter a conversa em dia…

Nic conta-nos o que tens andado a fazer? Sabemos que tens competido em algumas provas QS, é só para manter o teu seeding ou tens outros objectivos?
Eu curto competir por isso vou fazendo as etapas que posso, principalmente para manter ranking. Quero continuar a competir em Pipe e em tudo o que são ondas tubulares, mas não é o objectivo principal.

Qual é então o objectivo principal?
Ondas pesadas! Tentar cada vez mais estar presente naquelas ondulações grandes de Teahupoo, Fiji e Nazaré. Quero fazer o que eu faço em ondas de 3/4/5 metros e passar para ondas de 9/10 metros. A Nazaré está no meu foco, sem dúvida, vou tentar surfar aquilo de uma forma radical. É aí que quero ver o meu surf no futuro.

Tens feito um percurso muito sólido como surfista profissional, sabendo acompanhar bem as tendências do mercado. Quais são as grandes diferenças no teu trabalho em comparação com o que fazias há 3 ou 4 anos?
Não são grandes diferenças, basicamente tento manter a mesma linha mas cada vez mais e melhor. Estou muito mais focado nas ondas grandes e slabs, não tanto no QS, portanto tenho mais tempo e foco e tento fazer evoluir a minha performance e também o nosso desporto.

Qual é o teu próximo destino?
Neste momento tenho o meu calendário completamente aberto. Estou à espera de ondulações. Estou a seguir um swell para a Indonésia, que vai entrar na próxima semana e vai sendo assim. Estou de olhos postos no big stuff, principalmente em Teahupoo e Fiji. Infelizmente não pude estar presente no último swell que entrou em Fiji pois estava no Peru e os voos para lá estavam demasiados caros.

Recentemente vimos-te num artigo da Forbes, podes contar do que se tratou?
A Forbes contactou-me para fazer parte de um ranking que fazem todos os anos, que é o “30 under 30” (30 abaixo dos 30 anos). É um ranking direccionado para pessoas que fazem a diferença dentro da nossa sociedade. Geralmente é mais virado para o mundo tecnológico e económico, grandes empreendedores, mas eles consideraram que eu fazia parte desse grupo como desportista. Por isso é com enorme orgulho que eu aceitei fazer parte desse top30, não só a nível pessoal, mais como colectivo, vejo como uma enorme vitória para o surf ser reconhecido num meio fora do nosso.

Foi muito diferente dos photoshoots (sessões de fotos em estúdio e não só) que estás habituado a fazer?
Aquilo foi um photoshoot um bocado diferente, foi um género de gathering para os tais top30, um get together onde toda a gente se foi conhecendo. Estivemos lá o dia todo na Áustria e convivemos com pessoas com quem não se convive todos os dias e ao mesmo tempo fizeram o photoshoot.

Podes (tentar) ler o artigo da FORBES AQUI!

(O projecto My Road é um dos “segredos” do sucesso de Nicolau Von Rupp)

 

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