Nic Von Rupp fala sobre os trials em Teahupoo | Mini-Entrevista

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As prestações de Nicolau Von Rupp em ondas pesadas têm dado que falar um pouco por todo o mundo nos últimos anos. De tal modo que ninguém estranhou quando o seu nome surgiu entre os trialistas do Billabong Pro Tahiti, um feito que só Tiago Pires tinha conseguido antes. Apesar de ter feito bom surf, Nic acabou eliminado no round de 16 dos trials, mas algo nos diz que o seu percurso na mais pesada onda do tour não ficou por aí. Já em Portugal conseguimos falar com o surfista da Praia Grande para saber mais sobre a sua participação no evento.

Nic já tinhas tentado competir neste evento antes?
Sim, tinha tentado através do Michel Bourez e da Federação Tahitiana, mas não tinha conseguido. É um campeonato muito procurado e há poucas vagas disponíveis.

Como fizeste este ano?
Abordei o Kieren Perrow (comissário da WSL), mandei-lhe um email com o meu percurso e expliquei que já tinha ganho os trials em Portugal. Além disso falei com o Pat O’Connell da Hurley também, mas estava com poucas esperanças, nem pensei mais nisso.

Quando soubeste que ias competir?
Foi mesmo antes de arrancar para o US Open, nos EUA. O Kieren mandou-me um email a confirmar e a dos outros trialistas, fiquei muito contente, é mesmo o evento que sempre sonhei em participar.

Sei que antes de saíres do EUA, depois do US Open, ainda fizeste o “roteiro do turista”…
Sim, antes de saber que ia participar nos trials tinha prometido à minha namorada que íamos viajar juntos e conhecer os Estados Unidos. Eu viajo muito mas normalmente não tenho a oportunidade de passar mais tempo nos sítios para os conhecer melhor. Desta vez fizemos a Route 66, passámos por Las Vegas e fomos ao Grand Canyon, foi alta viagem e depois segui para o Tahiti.

Chegaste lá quanto tempo antes dos trials?
Mais ou menos uma semana antes.

Já lá tinhas ido quantas vezes?
Já tinha ido muitas vezes, mas só numa é que apanhei Teahupoo a funcionar e surfei aquilo grande. Mas Teahupoo é uma onda que muda muito consoante as ondulações, quebra em sítios diferentes da bancada e tudo, é uma onda difícil de conhecer bem.

Conseguiste fazer umas sessões antes do campeonato?
Sim, mas não estava nada de especial…

E como estava nos trials?
Também estava fraco. Acabou por ser realizado ao longo de três dias. No primeiro fizeram os pré trials e depois o mar até ficou muito bom, mas já tinham dado o call para lay day por isso não deu para arrancar com o campeonato. No dia seguinte estava uma grande tempestade e no terceiro dia conseguiram fazer os trials com ondas de um metro e vento on-shore.

Passaste o primeiro heat em primeiro, como foi a bateria?
Consegui vencer com um tubo mas a minha melhor nota foi uma onda de manobras, em segundo ficou o Heiarii Williams e o Jack Robinson e Kevin Bourez ficaram de fora.

E o heat seguinte, em que foste eliminado?
Era um heat mais fácil que o primeiro, mas a escolha de ondas fazia toda a diferença. Perdi a precisar de uma onda de 5 pontos, que foi uma pena pois era o campeonato em que mais gostava de participar. Sei que era preciso que muita coisa corresse bem para chegar lá e conseguir a vaga logo no primeiro ano mas era o meu objectivo.

Se tivesses um wildcard à escolha em qualquer etapa do WCT, qual seria o campeonato que escolhias?
Teahupoo, sem qualquer dúvida. Na verdade ficava contente com um wildcard em qualquer etapa do WCT mas a do Tahiti é a minha preferida! É um sítio onde quero voltar em breve, quando entrar o swell certo!

Quais são as próximas viagens que estás a preparar?
Tenho o QS 10.000 dos Açores em Setembro mas antes ainda vou aos Mentawai numa surftrip com mais alguns portugueses!

(Nicolau em outras ilhas…)

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