Mini-Entrevista | Frederico Morais fala sobre vencer na Caparica e mais…

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Se não soubéssemos melhor, diríamos que Frederico Morais nasceu, cresceu e sempre viveu na Costa da Caparica, tal é o seu domínio da Liga MOCHE nessa onda. Nos 4 anos de circuito nacional nesse local, Morais fez todas as finais e venceu três consecutivamente. Foi no fim de semana que passou que este surfista competiu neste circuito pela primeira vez este ano e a ONFIRE falou com ele para saber um pouco mais sobre o momento que atravessa.

Kikas, ouvimos dizer que vais comprar um terreno na Costa da Caparica…
Haha, não vou comprar um terreno mas é um sítio que eu gosto, onde eu me divirto e dou-me sempre bem nos campeonatos. Acho que acaba por ser uma onda em que se pode pôr uma variedade de manobras imensa e mesmo em dias de tempestade, como estava no último dia, acaba por vir sempre uma onda divertida. Felizmente dei-me bem mais uma vez.

Quatro anos, 4 finais, 3 vitórias. Achas que dava para pedir mais daquela etapa?
Acho que é um bom rácio, vamos ver como corre para o ano. Agora há mais etapas, tanto na Liga como QS e agora é focar e aproveitar este bom campeonato da Costa da Caparica para o resto do ano.

Este ano ficaste mais tempo na Austrália que no passado, como foi essa temporada?
Fique mais tempo a treinar e surfar, é verdade. Acho que tudo se torna mais fácil quando se sai de uma boa temporada. Temos um bom inverno cá mas as vezes que dão boas ondas não compensam os dias maus que uma pessoa aqui acabar por não surfar. Acho que lá há uma mais-valia gigante de dar para surfar todo o tipo de mar, bom, mau, pequeno, grande. Uma pessoa entra e não há desculpa do frio, da chuva ou tenho coisas para fazer. Lá passo o dia na água e acho que é isso que um surfista preciso. É por isso que fico lá, por surfar o dia inteiro, as vezes que me apetecer. Isso faz-nos evoluir de uma forma extraordinária, sem falar que estou o dia todo a surfar com o Ryan Callinan, Mick Fanning e outros grandes surfistas. Aqui surfo muito com o Vasco (Ribeiro) ou o Saca mas todos temos vidas diferentes e eles estão noutra realidade por isso optei por ficar por lá. Fiquei em casa do Ryan e surfei também com os amigos dele, como o Craig Anderson, a filmar e fotografar todos os dias, acho que eu próprio sinto que evoluí, saí da minha zona de conforto e cada vez mais sinto que estou a surfar melhor.

O teu grande objectivo é entrar no CT, achas que este pode ser o ano?
Acho que sim, apesar de não ter começado da melhor maneira. Não há tantos campeonatos como no ano passado mas eu estou confiante e sei que estou a fazer a coisa certa e a traçar o meu caminho. Tenho uma boa equipa à minha volta e o apoio de toda a gente, o que é fundamental. Acho que pode ser um bom ano para mim!

O facto de um dos teus melhores amigos, Ryan Callinan, ter entrado no CT dá-te motivação adicional?
Dá uma motivação extra. Para além de que, no ano em que ele se qualificou, no ano passado, eu fiz todas as etapas com ele, foi o meu parceiro do QS e acho que o que aprendi com ele vai ser muito benéfico para mim este ano.

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