O surf no Japão durante décadas esteve mais desenvolvido que qualquer país Europeu. Nos anos 90 surfistas nipónicos faziam finais em provas QS no competitivo Bud Tour dos EUA, davam cartas no Havai e pareciam ter talentos e estruturas muito bem preparadas para serem players entre as grandes nações de surf.

Depois cometeram um erro “clássico”, fecharam os seus circuitos nacionais, provas com grandes prize moneys, o que contribuiu para a estagnação de várias gerações. Mesmo assim produziu grandes surf surfistas como os irmãos Ohno, entre outros, como Hiroto Ohhara que já esteve perto de entrar no Championship Tour. Mas foi com dois surfistas que nasceram muito longe deste país, Kanoa Igarashi e Connor O’Leary que o Japão “saboreou” o CT. O primeiro nasceu na Califórnia mas é filho de japoneses e o segundo nasceu na Austrália e mistura sangue de australiano com origens irlandesas e uma japonesa que foi surfista profissional.

Kanoa Igarashi sempre competiu pelos EUA mas por várias vezes comentou que poderia vir a representar o país dos seus pais. Num post recente publicado no instagram Igarashi confirmou a mudança. “O surf é um desporto global e essa é uma das coisas que mais gosto dele: experimentar diferentes culturas, conhecer pessoas diferentes e compartilhar ondas com elas ao redor do mundo. Eu considero-me muito privilegiado de poder viajar pelo mundo através do surf desde muito jovem. Crescer em Huntington Beach e surfar pelos circuitos amadores e profissionais aqui fez-me quem eu sou como surfista. Eu tenho muito apoio e amor de fãs e patrocinadores aqui nos EUA e os Estados Unidos sempre serão parte de quem eu sou. Aprecio de tudo o que foi dado e quero agradecer a todos que me apoiaram no caminho. A oportunidade de representar o Japão no Championship Tour e, potencialmente, nos Jogos Olímpicos é uma grande honra e uma que estou orgulhoso de aceitar. Ser capaz de trabalhar com países asiáticos à medida que desenvolvem suas próprias culturas de surf únicas é uma perspectiva realmente emocionante para mim e vou levar tudo o que aprendi em todo o mundo, e definitivamente aqui na América, à medida que eu enfrento esse novo desafio. Obrigado a todos que continuam a apoiar-me e em frente e para cima em 2018 e além.”

No seu perfil na página da WSL Kanoa já “carrega” as letras “JAP” à frente do seu nome…

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