Chris Brown nunca é referenciado quando se fala da geração de Kelly Slater, mas era claramente um dos melhores. Este californiano foi campeão mundial júnior e no início dos anos 90 era uma das estrelas do mítico Bud Tour, uma espécie de circuito nacional norte-americano mas realizado em etapas do QS.

Em 1993 estava no CT e fez a final do Marui Pro, no Japão, sendo batido por Slater. Tudo indicava uma subida rápida no ranking mas os seus resultados na primeira divisão simplesmente não apareceram mais. Em 95 perdeu no primeiro round em quase todas as etapas e optou por não competir nas últimas duas (Brasil e Pipe) e não voltar ao circuito. No entanto, no QS, Chris era uma máquina e até 2014, quase 20 anos depois de se reformar, ainda se encontra entre os 5 surfistas com mais vitórias de todos os tempos no circuito de qualificação, um marco notável.

A sua última vitória foi em Ribeira D’Ilhas, no O’Neill/Buondi Pro, e poderia ter-se mantido na elite por muitos anos, garantindo-se pelo QS mas optou por não voltar a competir a esse nível, citando na altura razões familiares. Anos mais tarde voltou a ter algum destaque quando enfrentou ondas como Mavericks, apesar de não ter tido tanto sucesso como alguns “especialistas” de ondas grandes da época. Curiosamente o seu grande “legado” no surf surgiu na Austrália já que muitos dos melhores surfistas desse país ainda hoje chamam a uma variação do cutback roundhouse o “Chris Brown Wrap Around”, um tributo invulgar para esse tipo de manobras.

Infelizmente este grande surfista foi encontrado no passado sábado, sem vida, em Henry’s Beach, Santa Barbara. Tudo indica que pode ter caído de um penhasco. Chris Brown tinha apenas 47 anos. RIP.

Comentários