A grande maioria dos portugueses têm estado em casa a cumprir o estado de emergência decretado pelo governo. Com as praias interditas, também nós surfistas temos estado em casa, a aguardar por dias melhores. Mas nem todos, largas dezenas de praticantes de norte a sul do país, não esquecendo as ilhas, têm estado a furar a quarentena aproveitando para surfar com pouco crowd. Entrevistámos um desses “dissidentes” que pediu para se manter no anonimato, sobre as suas razões para estar a quebrar a quarentena.

(Nota- A ONFIRE e todos os seus colaboradores são totalmente contra a pratica do surf durante a interdição)

Sabemos que tens surfado quase todos os dias desde o início do estado de emergência, onde tens surfado?
Nos primeiros dias surfei na Linha, Carcavelos, Bafureira, mas quando o swell baixou passei a ir ao Guincho, Praia Grande, Ericeira e Costa. Inicialmente ia muito cedo no dia mas depois vi que não há grande controle e passei a ir nas marés boas.

Como tem sido dentro de água a nível de crowd?
Já surfei sozinho, mas o normal é estarem uns 10 ou 15 na água. Acho que houve um dia no Guincho que éramos praí 30…

Como está o ambiente na água?
Pá, como é normal há gente que está a evitar o contacto com os outros na água, alguns deles não assumem que o estão a fazer e até demonstram outra coisa nas redes sociais. Outros estão-se a c@gar pois sabem que não estamos a fazer nada de mal.

Quem são os surfistas que tens visto na água?
Não vou dizer nomes, mas há de tudo. Surfistas da velha guarda, putos, bifes e pessoal de todas as idades. Alguns bem famosos…

Disseste que não estavas a fazer nada de mal, mas tens noção de que estar a quebrar a lei, além de estares a prejudicar todos os outros que estão a cumprir a quarentena?
Estou a quebrar a lei como? Explica-me? Qual é a diferença entre ir fazer surf e ir correr ou andar de bicicleta? O surf é o meu exercício!

A diferença é que os outros tipos de exercício podes fazer sem que haja aglomerado de pessoas enquanto que no mar, se todos os surfistas que estão em casa neste momento fossem surfar estaria o maior crowd da história e era um perigo para a sociedade. Já para não dizer que só se pode sair para deslocações de curta duração, não acreditamos que moras perto de todos esses picos…
Isso é relativo. Sobre a quantidade de pessoal que poderia ir surfar, a costa é grande e os dias são longos, dá para todos surfarem, a horas diferentes e em locais diferentes.

Não achas que isso é um bocado uma utopia? Na pratica isso era impossível de organizar…
Olha que não era. De qualquer maneira, cada um sabe por si, eu estou consciente que não estou a fazer nada de mal e que ninguém nos pode proibir de surfar.

Se achas isso, porque pediste para permanecer no anonimato?
Epa o pessoal está muita agressivo sem razão, devia era estar tudo mais calmo e preocuparem-se mais com a vida deles e não as dos outros.

Ultimamente não tem havido um maior controle da polícia marítima?
Sim mas eu ainda não tive nenhum stress, mas sei que eles andam mais em cima.

Como é a tua situação laboral neste momento?
Estou em layoff.

Achas que a teu trabalho está em risco?
Epa, mais ou menos. Se isto continuar vai ser complicado…

E não achas que, ao estares a furar a quarentena, podes fazer com que a situação se arraste?
Acho que não tem nada a ver. Acho que o pessoal devia poder surfar, ia fazer bem a todos para esquecer um bocado esta situação toda.

Mas lá está, se toda a gente for surfar vai ser uma grande aglomeração e colocam-se todos em risco…
O que queres que te diga? Não concordo, acho que há ondas para todos, dá na boa. Eu vou continuar a surfar. Mas olha, a conversa fica por aqui…

 

Comentários

47 comentários a “Entrevista com um surfista “fura quarentenas” | Descobre as suas razões e justificações…”

  1. luis diz:

    Eu sou daqueles que continua a ir trabalhar todos os dias,nunca parei de surfar tenho mais probabilidade de apanhar o virus no trabalho pois vou a várias fábricas e lido diáriamente com dezenas de pessoas,protejo-me,tenho surfado em Carcavelos entro com o nascer do dia e quando são 8,9 horas da manhã acabo o surf,tranquilo sem contaminar ou ser contaminado pois tenho a felicidade (fiz por isso) de morar a cinco minutos da praia..Já fui ao Guincho,estavam lá uns 20..Não entrei…

  2. Zé Pedro diz:

    Concordo que este artigo deva ser publicado. Tem de a haver discussão pública, sem insultos, para que todos, sem excepção, compreendam que as suas ações têm impacto na vida dos outros. É incrível ver surfistas a surfar durante este tempo, até mesmo em praias perigosas de fundo de pedra. E não se pode usar como desculpa ter visto um surfista veterano ou famoso a fazê-lo. Sobre a lógica do entrevistado, deixa muito a desejar e recomendo introspecção.

    • Obrigado pelo feedback Zé Pedro. A razão que nos levou a avançar com a entrevista foi porque percebemos que muitos dos “fura-quarentenas” não o estão a fazer às escondidas e acham que estão no seu direito de o fazer. Achámos importante haver um dialogo e acima de tudo abrir uma “janela” para que todos conheçam o pensamento egoísta destas pessoas. Acreditamos que depois de verem a revolta dos outros surfistas nas redes sociais, não só neste post mas em outros que “circulam” pela web, irão pensar duas vezes antes de o voltarem a fazer…

    • Paulo Silva diz:

      Acho a iniciativa excelente, ouvir outras opiniões, o grande problema tem a ver com formação educação e bom senso, falta muito no meio do surf, anda-se de bicicleta, jogging, exercícios ao ar livre toda a gente concorda, mas no caso do surf porque existe muita inveja e pequenez de espirito criou-se este estigma. Na realidade não está proibida a prática de surf, apenas de actividades de grupo, o surf individual não se insere nesse caso. E podemos fazer surf em perfeita segurança, como um passeio, ou volta de bicicleta, apenas foi empolada toda esta situação sem qualquer necessidade. A dois dias fui abordado pela Policia Marítima de Cascais que teve uma actuação exemplar, e explicou que de facto o problema vem dos idiotas que passam o dia a telefonar e barafustar, pois vêm alguns na agua, surfei dois dias desde a quarentena, era necessário para o meu equilíbrio físico e mental. Voltarei a fazer o mesmo sempre que sinta essa necessidade mantendo critérios de distancia e segurança para mim e todos os que me rodeiam. Boas ondas.

  3. Carlos Miguel Picolo Arelo diz:

    quando um primeiro ministro vai as compras ao mercado so com uma luva e sem mascara , não há muito mais a dizer, supostamente o exemplo vem de cima…

  4. Stay weed diz:

    Este vírus veio para nos tornar melhores pessoas e só vejo aqui comentários incendiarios de carácter agressiva…então será que a prática do surf também não é uma forma saudável de fazer desporto? e não será certamente pior do q estar numa fila a aguardar a entrada num supermercado onde todas as pessoas vão e mexem em todos os produtos ou pior ainda a troca desenfreada de dinheiro de mãos em mais que pode propagar muito mais rapidamente QQ vírus….água sal mata concerteza QQ vírus….além de que estes têm o sistema imunitário mais reforçado mantendo se a fzr desportos andando na rua a absorver a vitamina De e todos os q estão trancados em casa para além de estarem a ficar todos depressivos, e vê-se prova disso nos incendiários aqui anteriormente comentados bem como serão os que mais facilmente serão apanhados pelos vírus todos maliciosos q por aí andam….inclusive vírus da dor de corno…😁😁😁 Be Bree…fuck Corona…and fuck o create this situaton for they own interest….

  5. Narciso Afonso diz:

    Make surf crime again! Love it

  6. Tiago Rocha diz:

    Ah e já agora tanto eu como todos gostaríamos de saber o nome deste MERDAS de forma a quando ele quiser surfar talvez não o consiga em algumas praias !!

  7. Tiago Rocha diz:

    Se a Onfire e os seus colaboradores são totalmente contra esta prática não consigo entender o porquê de darem “tempo de antena” a um MERDAS destes !! Shame on you guys !!

    • Paulo Silva diz:

      Não és capaz de aceitar que vives num estado democrático e sentes uma vontade enorme de insultar tudo e todos, pensa nisto, a pandemia só se extingue quando 70% da população portuguesa estiver infectada e curada, ou com vacina que não existe, vamos viver em clausura quantos anos a este ritmo. Tens tantas certezas e tanta convicção, que não vês a realidade, tem calma cresce e pensa antes de largares tanto ódio, cria coisas positivas, manifesta a tua ideia sem insultar os outros, podes até estar errado..

      • Tiago diz:

        Portugal actualmente não é um estado de direito democrático. Esse estado acabou com o proclamado estado de emergência editado em diário da república. Os direitos dos cidadão e as suas limitações de deslocações são diferentes.Todos estamos limitados do nossos direitos e o dever é ficar em casa .. logo não é para os espertos irem surfar e os outros a aguentar o barco em casa.Não sou eu que digo é a constituição da república portuguesa.

  8. Rui Carvalho diz:

    Vão ali ao pé da Doca de Santo Amara pela manhã, grupos até 4 pessoas a correr e andar, na zona dos restaurantes cruzavam aos montes. Isto é aglumerado de pessoas!

  9. Francisco Leite diz:

    O típico chico esperto. Está convencido que não está a fazer mal a ninguém, mas não percebe que se ele pode estar a surfar tranquilo é porque todos nós estamos a fazer o sacrifício de ficar em casa. Queria ver se eu e mais umas 50 pessoas se lembrassem de ir surfar para a mesma praia que ele, se a polícia marítima não corria com todos em três tempos. Mas pronto, é mais um daqueles abençoados que pensa mais à frente do que os outros…
    E já agora se se lesionar com gravidade que fique em casa, e faça como tem feito no surf: tente ir ao hospital quando estes estiverem mais vazios…

  10. Luís B. diz:

    Isto não tem nada a ver com o surf, e sim com a qualidade da sociedade, lei da selva. Está mais que na hora de acordar, um por todos e todos por um. Por isso é que se deve respeitar os outros que estão em casa, eu também gostava de muita coisa é estou em casa com saídas cirúrgicas. Não há surf, skate, etc… basta um ir contaminado para desencadear uma nova vaga. Um bem haja e juntos vamos ultrapassar esta crise.

  11. Paulo Alexandre Jacinto Martins diz:

    Esta publicação poderá ser entendida como aliciante á comissão de delito por conter argumentação que pode ser entendida como válida.
    A ONFIRE não tem que aconselhar nada, deve apenas informar que a Lei proibe, sem mais permissas.
    Voltem ao mar quando for possível. Boas futuras ondas aqui no SW.

  12. Paulo Alexandre Jacinto Martins diz:

    Caso não tenha ficado claro, TODAS AS ACTIVIDADES LÚDICAS à beira-mar estão PROIBIDAS. Consultem as publicações feitas pela Capitania da zona e estará bastante claro. Fazer praia, surf, pesca apeada e embarcada, etc…
    Fiquem em casa, no Vosso concelho.

  13. Bruno diz:

    Eu acho que era uma boa oportunidade para se tentar soluções futuras para inclusive tempos normais. Porque não as associações locais em combinação com a autoridade marítima organizarem com o acordo das autoridades a densidade segura em cada pico. Depois era feita uma inscrição online por períodos de 1 hora. A prioridade seria de quem não tinha ainda nenhum período atribuído. Quem faltasse perdia a vez. Cada surfista pagava 1 euro ou o que fosse (valor irrisório) para pagar aos organizadores o custo operacional do sistema e minimizar o impacto da crise nas empresas locais de surf. E tínhamos de surfar na nossa hora, independentemente da maré, swell, etc para aprimorar a técnica e ver quem tem o verdadeiro stoke!!! Acho que todos os problemas podem ser uma oportunidade. E o crowd com as piscinas de ondas e o crescimento vai ser seguramente um problema grave. Porque não fazer limonada quando nos dão limões?

  14. JoaoM diz:

    Não é proibido mas não se deve. Não está escrito em lado nenhum (com exceção de atividades em grupo) e as praias não estão interditas. Por uma questão de bom senso e exemplo “não se deve” mas isso é só para alguns, os mais fortes. Até lá os xico espertos e infantis vão sempre encontrar desculpas.
    Também não cabe aos outros julgarem porque simplesmente a lei não está clara, a polícia que feche as praias e pronto.

  15. Bruno C diz:

    Está malta que não cumpre as regras não devia ser multada, deviam ser identificados e excluídos dos cuidados de saúde públicos em caso de infecção. Não é justo alguém que cumpre não ter acesso a um ventilador em caso de necessidade porque estão ocupados em gajos destes. Assim é que era, a praia ficava vazia em menos de nada.

  16. Sara diz:

    Acho uma vergonha esta discussão toda que os surfistas andam a criar. Não vejo nenhum atleta de corrida ou ciclista (que tal como os surfistas praticam desportos individuais) a criticar quem vai correr.

    É mais que possível surfar a uma distância de segurança, como muito bem sabem. A mais fácil é chegas ao pico onde querias surfar e vês uma pessoa: não entras! Certo? Ah! Mas ficas com inveja porque uns podem e outros não, e tudo se resume a isso.

    Sabem o que seria de valor? Os surfistas unirem-se , em vez de estarem cheios de raiva, e porque não criarem um sistema único de solidariedade com turnos para surfar de 1 hora, em vários picos, e respeitarem. Sim é difícil e talvez utópico, mas parece-me mais produtivo ainda assim que estes comentários cheios de inveja mascarada de indignação.

    Acho que talvez essa raiva acumulada possa ser falta de desporto aliás…Pensem nisso.

    • Bruno C diz:

      Vai fazer surf na Pedra Branca ou em qualquer pico em que a onda quebre sempre no mesmo sítio e depois diz-me como manténs a distância. Mesmo nos beach breaks isso também acontece. E se tu la estiveres e eu chegar e for para onde estás. Em seguida vem mais dois e depois? Sais tu? Quem manda? Andamos ao estalo? E se alguém se magoar, partir uma perna ou levar com a prancha, la vais chamar os serviços de socorro que se deviam dedicar a outras coisas a vir tratar o surfista que não podia esperar que o estado de emergência passasse. Se todos formos surfar o estado de emergência passa a ser um gigantesco agosto, já que estamos quase todos “de férias”. Não entendo como não percebem isto, quer dizer, vocês percebem, são é demasiado egotistas para fazer o que está certo.

      • Paulo Silva diz:

        Efectivamente, nem todos podemos surfar, esse é o pressuposto errado pode surfar que não saia da sua area de residência para poder fazê-lo como é o meu caso, é de facto duro para quem vive em Lisboa ou outras areas longe de praias, o problema é que as pessoas ficam infelizes e muito frustradas por verem os outros fazer o que não podem, desatam a descascar com os habituais argumentos de saúde publica. Sejam felizes pelos que podem surfar e tenham calma que em breve estaremos la todos.

  17. Antonio diz:

    A justificação da proibição de ir surfar é sempre justificada com o “se todos forem é inevitável os aglomerados”. Eu tenho ido surfar sempre com a regra de só entrar se não estiver mais ninguém na água e em situações em que normalmente não haveria ninguém. Ao nascer do sol, em condições de surf atípicas ou em spots muito pouco procurados. Claro que ir pro guincho com altas ondas as 3 da tarde é ser chico esperto ou aproveitar-se disto para ir aos coxos. Mas se a regra fosse a proibição de aglomerados de mais de 2 pessoas num determinado espaço não vejo porque seria tão complicado. Quem não cumprisse estaria a ir contra lei, como estamos neste momento. Não é o facto de eu entrar no carro e andar 5 km para ir surfar que o risco aumenta, já q todos os serviços estão fechados e ninguém toca em nada sem ser no seu carro, fato e prancha.
    É impressionante o moralismo das generalidade das pessoas.
    Bom post!

    • Bruno C diz:

      Se o teu pai, a tua mãe ou alguém que conheces morrer de COVID transmitido por ti, depois vem aqui dizer como é que te sentes e como voltavas a fazer tudo outra vez, que cada onda valeu a pena as consequências da tua irresponsabilidade. Um abraço e boas ondas para ti e para todos como tu, a Humanidade agradece

    • Artur Fernandes diz:

      Caro António, ajuda me só a entender uma coisa, chego à praia e estão duas pessoas dentro de água, como está classico eles ficam a surfar durante três horas. Fico no carro ou volto para casa e volto de hora em hora para ver se algum deles já se deu por completamente satisfeito e já posso entrar? E tiro senha?

  18. João Antunes diz:

    No meu entendimento isto é muito simples, se tens um Estado de Emergência que te impede saíres de casa para fazer desporto longe da tua residência logo não podes ir surfar. As regras são para se cumprir muito mais quando está em causa a saúde pública, digo de todos nós. O princípio é este e deve ser este porque senão, e imagino quantos, íamos todos para a praia fazer surf, enchiamos os parques as praias e os picos, e que bem que me ia sabia nesta altura. Por isso FIQUEM EM CASA que as ondas não vão para lado nenhum e vão lá estar quando voltarmos, ainda mais fortes. Isto é o pouco que podemos fazer para ajudar aqueles que lá estão na Linha da Frente, e comparativamente é tão fácil. 🌍🙏

  19. Bruno C diz:

    Que grande anormal, irresponsável e egoista. A desonestidade intelectual é tanta que nem dá vontade de rebater argumentos. A polícia marítima devia adoptar as técnicas de motivação da polícia indiana, talvez assim ele entendesse (ele entende, finge-se é de desentendido). Com a informação que existe ouvir alguém dizer tanto disparate junto é uma proeza. Mas já se sabe que o Karina its a …. e ele terá o que merece, mais tarde ou mais cedo

  20. Salvador diz:

    Verdadeiro anormal!! Espero sinceramente que este palhaço vá para a prisão!!

  21. Zs diz:

    Acho mal o “estar a c@gar”!

    Se virmos bem, dentro de um supermercado, onde NINGUEM respeita e controla a distância entre si, as probabilidades de contágio são muito maiores (bem sei que estão às compras, é essencial).

    Se todos da urbanização onde moro decidirmos ir andar dentro da mesma às mesmas horas, tb aumenta o risco de aglomerado e de propagação, tal como no surf, se todos os surfistas da vila forem para o mesmo spot às mesmas horas!!!

    Portanto, eu desrespeito a lei e o “viver em sociedade” (tal como dizem aqui nos comentários) e vou correr para a floresta a 3kms, para a praia a 7kms ou para o parque natural a 5kms , onde existe muito menos risco de agrupamentos.

    São estas incoerências que a lei deveria ponderar e mudar… No surf, deveria-se impor um número máximo de pessoas por spot! Não vejo o problema.

  22. Luís Miranda diz:

    Verdadeiro serviço informativo seria uma matéria a explicar claramente porque não se pode surfar. Para já, e como fica explícito da entrevista acima, a “pseudo-duvida” está instalada…

  23. Ana diz:

    O que me incomoda são os comentários de raiva, como sempre. Pessoas o importante é manter a distância social, e sim devemos fazer desporto porque senão damos em malucos e até arranjamos problemas de saúde (mentais e físicos), e claro que da para estar a mais de 4 metros na água!
    Penso que deve haver moderação, por exemplo em vez de ir surfar o dia inteiro ir só uma hora, casa-carro-surf-carro-casa.
    Eu nem sou surfista, mas fui no outro dia andar de bicicleta (sim também saio duas vezes por semana para fazer desporto, como sempre foi permitido no decreto), e espantei-me quando vi montes de gente a correr e a andar de bicicleta. Já não volto aquele sítio e aquelas horas, por consciência minha, vou escolher uma solução que seja segura para mim e para os outros.
    Acho que é o que diz o surfista entrevistado, sejam conscientes de forma a não colocar ninguém em perigo. E de resto mantenham-se sãos.
    E baixem o tom de raiva, sobretudo nestes momentos, só vos tira qualquer rasgo de razão.

    • Na pratica seria impossível implementar essa medida, infelizmente. Felizmente as ondas não vão acabar e daqui a uns tempos todos estaremos no mar, em segurança. Para os fura quarentenas fica a dúvida na consciência deles e, com um bocado de sorte, uma grande multa…

  24. Paulo diz:

    Está revista deveria ser banida do surf Português por estar a incentivar a propagação do vírus.

  25. Tiago Pombo diz:

    Bom dia.
    Continuo sem compreender esta perseguição e crucificação. O único argumento que li foi “se todos forem, passa a haver aglomerado”. Mas, isso não se aplica a tudo? Aos supermercados, às farmácias, aos passeios para exercício, aos passeios dos cães e por aí fora? E o que está a acontecer nessas situações, onde poderia haver aglomerados? As pessoas estão a distanciar-se e respeitar essa distância, que relembro ser de apenas 1 a 2 metros. Até agora, não vi nenhuma molhada, todos em cima uns dos outros, mas sim tudo espalhado. Se for sozinho no meu carro, não me cruzar com ninguém entre carro e ondas, mantiver a distância na água e igual no regresso a casa, não há perigo de contágio. Igual a dar uma corridinha, ou passeio do cão na rua. Respeitando distâncias, não se passa nada.
    Agora, se quiserem argumentar com um “e se um gajo se aleija a surfar e vai ocupar médicos necessários com uma lesão evitável?”. Isto, já se pode debater.
    E não, não tenho surfado, mas recuso-me a entrar neste ressabiamento e chibaria sem sentido.

    • Ola Tiago, obrigado pelo teu feedback. A grande questão é que se é para fazer exercício tem que ser perto de casa, o que exclui logo muita gente. E, não havendo essa questão, não temos assim tanta costa para todos estarem espaçados. Mais ainda, já aconteceu um dos casos que referiste, uma pessoa que foi surfar e magoou-se, tendo precisado de chamar uma ambulância. É uma situação nova para todos, temos que nos respeitar todos uns aos outros e fazer a coisa certa que neste momento é algo tão simples como ficar em casa…

  26. Joe diz:

    Essa merda que foi entrevistada, e um egoísta, um burro, e um perfeito anormal… Que ainda não percebeu que pode contagiar e ser contagiado e morrer numa cama de hospital. Tas é sujeito de apanhares um gajo como eu e partir te o focinho todo para aprenderes a viver em sociedade…

  27. Miguel diz:

    Quem responde nesta entrevista é tão estúpido que no sei se isto não será um personagem DO Hermam José… Só pode ser, ou então o Covid já lhe comeu os pulmões e o cérebro

  28. Marco Luz diz:

    Desculpa, mas eu concordo com a publicação desta entrevista porque não só mostra uma realidade que está acontecer neste momento no surf em PT, felizmente não é transversal mas existe, como também mostra como estas pessoas não têm qualquer empatia para com o próximo, como ainda são arrogantes ao ponto de não respeitarem nada, nem ninguém.

  29. Artur Fernandes diz:

    Caro staff da Onfire, não me levem a mal mas não entendo o objectivo desta publicação. Esse indivíduo não sabe o que é viver em sociedade e estar a dar tempo de antena na minha visão só lhe traz protagonismo, apesar da sua cobardia pois acaba por se esconder no anonimato.Por outro lado quem lê acaba por colocar a hipótese de ser uma notícia inventada, eu sei que vocês nunca o fariam pois conheço pessoalmente quem escreve, mas com tanto secretismo… Ou metem a foto do senhor ou então não lhe deem voz, chamem a polícia marítima para ver se ele aprende a respeitar os outros. Boa Páscoa para todos mesmo para aqueles que não sabem respeitar os outros.

    • Ola Artur, como estás? Infelizmente as autoridades não estão a conseguir dar prioridade a isto, senão era só aparecer nas principais praias e multar pois isto tem acontecido todos os dias. Não concordamos que isto dará protagonismo a ninguém mas sim uma “janela” para a visão egoísta de muita gente e achámos que fazia sentido partilhar, mas sempre condenando a mesma pois é a nossa opinião. Um abraço

      • Artur Fernandes diz:

        Com saúde e a aguardar que esta fase menos boa da história da humanidade ternine. Tenho a sorte de ver as ondas a rebentar mesmo à frente de casa mas como qualquer normal ser humano fico apenas a vê-las da janela. Tudo de bom para vocês e obrigado por estarem a trabalhar e a nos ajudar a passar o tempo. Grande abraço