Curiosidades Surfisticas | Os portugueses no Championship Tour da WSL “by the numbers”

publicado há 1 ano por 7

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Com a chegada do MOCHE Rip Curl Pro Portugal não só vais poder ver os melhores surfistas do mundo no nosso país como vais acompanhar a presença dos melhores portugueses entre eles.

E para saberes mais sobre o historial dos surfistas nacionais nas etapas do Championship Tour (masculino) a ONFIRE responde-te a algumas perguntas sobre o tema.

Quem foi o primeiro português a competir numa etapa do CT?
Miguel “Frey Tuck” Diniz, no heat 7 do round 1 do Coca-Cola Figueira Pro, em Outubro de 1996. Seguido de Bruno Charneca, Rodrigo Herédia e João Antunes que estavam nos heats 8, 9 e 10 do mesmo round.

Quem foi o primeiro a passar um heat?
João Antunes, no heat 10 do round 1 do Coca-Cola Figueira Pro, em 1996. Antunes bateu John Shimooka e Luke Egan e passou directo para o round 3.

Qual foi a etapa do CT com mais surfistas portugueses a competir?
O Figueira Pro de 1997, que contou com a presença de 5 surfistas nacionais. Foram eles Bruno Charneca, João Antunes, Ruben Gonzalez, David Luís e José Gregório, e foram todos eliminados no round 2.

Quantos portugueses já competiram em etapas do CT?
12*, Bruno Charneca, João Antunes, Ruben Gonzalez, David Luís, José Gregório, Rodrigo Herédia, Miguel Diniz, Tiago Pires, Justin Mujica, Francisco Alves, Frederico Morais e Nicolau Von Rupp.

* Serão 13 com a presença de Vasco Ribeiro no MOCHE Rip Curl Pro Portugal. Também Marlon Lipke e Pedro Henrique competiram em etapas do CT mas na altura não representavam Portugal.

Quantas etapas foram realizadas no nosso país?
11, quatro na Figueira da Foz, uma em Sintra, seis em Peniche. Teria havido mais uma mas a edição de 2001 do Figueira Pro foi cancelada devido aos atentados do 11 de Setembro. No ano seguinte a etapa não chegava ao fim, tendo ficado pelo round 4 por “falta de ondas”.

Qual foi a melhor classificação de um surfista português a competir como wildcard?
Ruben Gonzalez, que terminou em 9º lugar no do Buondi Sintra Pro em 1997. Ruben teria como adversário no round 2 Shane Beschen mas este faltou ao evento, Kelly Slater no round 3 e foi eliminado pelo eventual vencedor da prova, Mick Campbell nos oitavos de final. A maior parte dos heats desta prova foram realizados num secret spot (que deixou de o ser), a Praia da Aguda, em Sintra.

Quem são os surfistas portugueses com mais presenças em etapas do CT?
Tiago Pires participou em 75 etapas. Ruben Gonzalez, João Antunes, Justin Mujica e David Luís participaram em 3 etapas cada.

Quantos surfistas portugueses derrotaram Kelly Slater?
4, foram eles Bruno Charneca no round 2 do Coca-Cola Figueira Pro em 1996, Ruben Gonzalez no round 3 do Buondi Sintra Pro em 1997, Tiago Pires (3x) e Frederico Morais no round 2 do MOCHE Rip Curl Pro Portugal de 2013.

Outros factos interessantes:
Tiago Pires recebeu 12 wildcards para competir no CT, alguns dos quais foram decididos através de trials. 2004 foi o único ano entre 1999 e 2014 que o melhor surfista português de todos os tempos não participou em qualquer etapa do Championship Tour. Os wildcards foram para etapas em locais como Anglet/Mundaka, Hossegor, Portugal, Jeffreys Bay e Pipeline.

Até meio do ano de 2010 o CT juntava os 44 melhores surfistas do mundo, mas entre as etapas de Teahupoo e Trestles (5º e 6º do ano) desse ano o número de surfistas foi reduzido para 32, uma medida que dura até aos dias de hoje!

1989 foi o primeiro ano em que houve uma etapa da ASP/WSL em Portugal, o Buondi Instinct Pro, realizado em Ribeira D’Ilhas. Foi antes da divisão entre CT e QS, e os surfistas portugueses mais bem classificados foram Bruno Charneca e Rodrigo Herédia, ambos terminando em 33º lugar.

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Tens alguma pergunta sobre a presença dos portugueses nas etapas do CT? Faz-nos a tua questão na secção “Comentários” abaixo!

Comentários

  1. João diz:

    Até quando irão continuar a mencionar o Saca como “o melhor surfista português de todos os tempos”? Essa nomenclatura já roça o patético. “Todos os tempos” implica passado, presente e futuro. E a meu ver, embora a pessoa em causa tenha chegado onde nenhum outro surfista português chegou em competição, a sua importância no panorama mundial é muito ténue e embora discutível, há quem partilhe a opinião de que existem neste momento surfistas de novas gerações mais talentosos, competentes e mais completos do que o Saca alguma vez foi.

    • Ola João. “De todos os tempos” não implica o futuro. Está certo que, se calhar, a descrição já se torna repetitiva mas é um facto que Tiago Pires é o melhor surfista que o nosso país já teve e para passar os seus feitos as novas gerações terão de almejar alto. Quem não acompanhou o seu percurso desde o início provavelmente não tem percepção do quão impressionante foi. Só para dar algum enquadramento, de modo a que consigas perceber “de onde ele vem” e que não é só de resultados que vive o seu estatuto, antes do Saca se atirar de cabeça ao circuito mundial contavam-se pelos dedos de uma mão a quantidade de surfistas portugueses que eram patrocinados pela “casa europeia” das suas marcas. Já o Tiago chegou a fazer parte do A-Team da Billabong internacional, uma elite que só contava com mais 4 surfistas, Taj, Andy, Parko e Occy. Quando foi para a Quiksilver foi a mesma coisa, foi directamente para o topo de uma marca que só patrocina grandes surfistas. Isto era algo que até aí seria impensável mas ele conseguiu-o com todo o mérito. Também dizes que “a sua importância no panorama mundial é muito ténue”, tudo isso é muito relativo mas o que é certo é que é o único surfista português que é conhecido no meio do surf no mundo inteiro. Surfistas como o Nicolau, Kikas e Vasco para lá caminham, mas o percurso ainda é longo. No entanto vamos tentar não banalizar a citação do “de todos os tempos” pois acreditamos que o seu surf fala por si ( ;

  2. Streamline diz:

    O “secret spot” (que deixou de o ser) não era a praia da Aguda em Sintra?

  3. Kiko diz:

    O MArlon Lipke correu o WCt por Portugal, não?