Frederico Morais é apenas o segundo surfista português a conseguir uma vaga no Championship Tour, e em 2017 irá competir nas 10 etapas deste circuito de elite.

Durante os seus anos como “guerreiro do QS”, Morais recebeu 3 wildcards para competir em etapas do Championship Tour, todos na etapa de Peniche. Esse número é consideravelmente menos que o de Tiago Pires, o primeiro português no CT, que até à qualificação obteve 12 convites, a maior parte deles em etapas fora do país.

No entanto, entre os dois, Frederico foi quem fez mais estragos nas etapas que participou como wildcard pois sempre passou uma ou mais baterias. Fica com uma análise dos heats vitoriosos de “Kikas” no Championship Tour.

MOCHE Rip Curl Pro Portugal | 2013
Round 2 | Heat 2 – Frederico Morais VS Kelly Slater

Frederico estreou-se no Championship Tour na fase anterior, numa bateria contra Jordy Smith e Bede Durbidge em que terminou no 2º lugar. Por ocupar uma posição mais alta no ranking que o outro wildcard luso, Francisco Alves, Morais competiu contra Kelly Slater, enquanto que o surfista da Caparica teria como adversário Mick Fanning, que seria o seu “carrasco”.

As ondas estavam com cerca de meio metro nos Supertubos, com vento on-shore e fraca formação. Mesmo assim o 11x campeão do mundo, Kelly Slater, conseguiu encontrar um tubo e, em outras ondas, fez algumas manobras fortes e um bom aéreo. “Kikas” esteve sempre um pouco mais “sharp”. A surfar com uma prancha Al Merrick que na época só usava em campeonatos, o português começou por apostar nas esquerdas onde fez alguns scores com boas batidas e snaps de backside.

Até que conseguiu estar com a prioridade quando entrou uma das maiores ondas do heat e, com uma boa rasgada e um reentry forte, garantiu a nota de 5.67. Para terminar o heat em grande Morais apanhou mais uma onda do set e deu um bom aéreo reverse, recebendo a nota de 6.67 e deixando Slater a precisar de menos de 7 pontos. Nos segundos finais o norte-americano apanhou uma onda e tentou um aéreo reverse full rotation, mas não teve sucesso e foi eliminado.

Para KS a derrota acabou por lhe custar caro na disputa pelo título, pois perdeu o título para Mick Fanning por pouco em Pipeline meses mais tarde. Frederico Morais ganhou uma nova descrição da parte dos speakers da WSL, que passaram juntar o “surfista que bateu Kelly Slater” ao seu nome durante anos.

Na fase seguinte, já com ondas maiores e melhores, Frederico acabaria por ser eliminado por Jordy Smith por uma diferença de menos de 2 pontos.

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