Uma nota 10 é algo que poucos surfistas conseguirão fazer durante as suas carreiras. É algo reservado para os melhores entre os melhores, uma elite que consegue aproveitar uma onda a um ponto que um painel muito exigente de juízes considera que não poderia ter sido melhor surfada.

Apesar de muitos dos melhores surfistas profissionais fazerem carreiras inteiras sem o conseguir, três portugueses bateram as probabilidades e conseguiram fazer notas perfeitas nos circuitos de surf mais importantes do planeta, o QS e CT da WSL.

Tiago Pires no Billabong Pro Teahupoo de 2008
Round 3 – Heat 4
Era o ano de estreia de Tiago no CT e o rookie português ainda estava a ganhar ritmo. Com derrotas no round 2 das duas primeiras etapas do ano, estava na hora de começar a recuperar terreno ou pensar em voltar ao QS. Saca chegou determinado em mudar a sua sorte no Tahiti e abriu a prova com a sua primeira vitória no round 1. No round 3 competiu contra o seu companheiro de equipa, Joel Parkinson e com um tubo muito fundo fez uma nota 10. O australiano mostrou que já era na altura uma das “raposas velhas” do tour e conseguiu que o luso lhe fizesse uma interferência, o que o deixou com apenas a nota 10 a contar, acabando por ser eliminado. Mas o recado estava dado…

 

 

Vasco Ribeiro no Billabong Pro JBay de 2012
Round 5 – Heat 4
A crise fez com que a tradicional prova de Jeffreys Bay recebesse um downgrade para QS, o que abriu a porta aos guerreiros do QS para ganharem alguma experiência nesta que é uma das melhores ondas do planeta. Depois de passar alguns heats, Vasco Ribeiro qualificou-se para o round 5, onde tinha como adversário o havaiano Sebastian Zietz. O surfista da Poça mostrou grande sintonia com a onda e fez o seu primeiro 10 no QS, avançando com facilidade para os quartos de final man-on-man!

 

 

Frederico Morais no Corona Open J-Bay de 2017
Quartos de final – Heat 2
A competir pela primeira vez em Jeffreys, Frederico Morais começou a prova com prestações bastante humildes, até que no round 4 mostrou o que vale e “limpou” dois dos surfistas mais em forma do evento (e finalistas da prova em 2016), Mick Fanning e John John Florence. O havaiano passou pela repescagem para voltar a ter uma hipóteses de “lutar” contra Kikas e os dois trocaram notas altas desde o início. A certa altura o português precisava de uma combinação para virar o heat, algo que mudou com uma nota de 9.7. Perto do fim, a precisar de 8.9, Morais arrancou numa onda boa e era certinho que se fizesse o seu surf até ao fim ia ter o que precisava. Foi o que aconteceu e a nota saiu 10, deixando John John em combinação.

 

 

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