As escolhas de Filipe Jervis para o Rip Curl Pro Bells Beach

publicado há 10 meses por 0

Filipe-Jervis-Rip-Curl-Pro-Picks-2016

Com possibilidade de começar esta noite a segunda etapa do CT2016, Filipe Jervis diz-te novamente quais as suas escolhas para a etapa com mais História no Surf Mundial.

As escolhas de Jervis para o Fantasy da primeira etapa do CT2016 deixaram-no em 21º lugar no clube da ONFIRE (caso ainda não faças parte junta-te agora) o que mostra bem o quanto o surfista do Guincho pode ser um potencial vencedor no final deste ano! Mostra ainda que, pelo menos na primeira etapa, Jervis percebe mais de surf e surfistas do que nós, editores da OF, e que deveríamos ser uns experts intocáveis neste campo!

Pelos vistos somos experts mas não intocáveis, pois além de Jervis houve vários outros membros do nosso clube que ficaram à nossa frente (AN, o Editor, ficou em 33º e NB, o Psycho Director, ficou num vergonhoso 48º lugar nesta primeira etapa).

Como já percebeste, as escolhas de Jervis poderão ajudar-te a derrotar o staff da OF – o que te dará direito a nos enxovalhares pelo menos até à próxima etapa – e poderão mesmo ajudar-te a vencer a etapa, por isso lê atentamente as suas escolhas para o Rip Curl Pro Bells Beach!

De referir ainda que as escolhas de Jervis são de acordo com as escolhas que podes fazer no Fantasy, ou seja, podes escolher dois surfistas do top 8 (Nivel A), quatro surfistas do top9 a 24 (Nivel B), e dois surfistas que estão abaixo do top 25 do ranking (Nivel C).

Assim, as apostas de Jervis para o Rip Curl Pro Bells Beach são:

Nível A
Adriano de Sousa. A determinação e garra deste surfista vão levá-lo a disputar mais uma vez o título. Começou o ano com um 5º lugar e demonstrou mais uma vez que está lá para ganhar. Foi o primeiro brasileiro a provar ao mundo que os brasileiros não são só aéreos e trabalhou mais do ninguém no seu power surf e isso tem se vindo a demonstrar nas etapas de point breaks, onde aplica um dos melhores carves do tour. O ano passado parecia imparável em Bells, perdendo apenas para Mick Fanning. Penso que vai voltar a fazer um óptimo resultado!

Joel Parkinson. Depois de um ano de 2015 complicado, Parko demonstrou na primeira etapa que ainda tem potencial para estar nos lugares de topo. Tal como Adriano, começou o ano com um 5º lugar. Parecia o Parko que todos conhecemos, afiado, rápido e competitivo. Penso que este ano possa ser novamente um ano bom para ele, e apesar do ano passado não ter tido um grande resultado em Bells, tem um historial bastante interessante com aquela onda.

Wildcard do nível A
John John Florence.
Foi uma escolha difícil porque havia mais surfistas que mereciam estar aqui tal como Adrian Buchan, Matt Wilkinson, Stuart Kennedy, mas não sei porquê o John Florence parece-me a escolha correcta. Não começou mal o ano, e parece empenhado em lutar pelo título. Mudou um bocadinho a estratégia, passando a trabalhar mais as ondas e menos preocupado com uma grande manobra. Pelo que sei, estava a ser acompanhado pelo Bede Durbidge durante a primeira etapa, o que demonstra que realmente quer chegar longe. Vamos ver se essa motivação continua e se o surfista que sempre disse que não acreditava em treinadores continua a procurar ajuda para os campeonatos.

 

Nível B
Kelly Slater.
Apesar de não ter começado o ano da melhor maneira, Kelly é sempre obrigatório. Todos sabemos como ele é, a qualquer momento pode sacar um coelho da cartola e fazer um 10. O único senão para mim talvez sejam as pranchas com que ele anda a surfar. Parecem não resultar da mesma maneira, mas também ninguém o pode julgar porque depois de mais 20 anos no tour, é perfeitamente compreensível que ele tenha que ir buscar motivação e interesse a algum lado.

Mick Fanning. Para quem dizia que ia tirar um ano de pausa, Fanning vai estar presente novamente em Bells. Honestamente penso que é para se redimir da primeira etapa. Apesar de demonstrar um óptimo momento de forma, não conseguiu encontrar-se com o mar acabando por perder mais cedo do que estaria à espera. Todos sabemos a relação de Fanning com Bells, por isso penso que seria muito estranho ele não tirar um bom resultado aqui.

Nat Youg. Apesar de ter perdido contra Kolohe no round3 em Snappers, demonstrou um surf muito forte. É um surfista consistente e com provavelmente o melhor backside do tour! Já fez a final em Bells e o surf dele encaixa perfeitamente na onda.

Julian Wilson. Julian começou mal o ano… Parecia lento, sem pica e sem vontade de competir. Mas acredito que foi só porque era o primeiro campeonato do ano e ainda se estava a encontrar competitivamente. A verdade é que Bells encaixa-se melhor no surf do Julian, uma onda mais lenta, com mais espaço, o que lhe permite ter mais tempo e espaço para o seu incrível bottom turn. Acho que, em Bells, o Julian pode-se redimir da primeira etapa.

Wildcard do nível B
Jeremy Flores.
Jeremy pode impressionar neste campeonato. É um surfista que encaixa perfeitamente com a velocidade e a parede desta onda. Tem um dos melhores carves no tour e parece estar com pica para este ano. Perdeu para o Kanoa Igarashi no Round 3 em Snapper, mas no primeiro heat do ano estava a surfar incrivelmente bem. Pode ser uma surpresa.

 

Nível C
Jordy Smith.
Vou apostar no Jordy outra vez. Jordy foi feito para surfar pointbreaks de direita e Bells não é excepção. Acredito que vai encontar o seu ritmo e, se deixar o seu surf falar por ele, vai tornar tudo muito mais fácil e interessante. Espero ver ondas dele como a que vimos há uns anos atrás em Bells, aquela que para mim foi das ondas mais bem surfadas de sempre e que o juízes não foram capazes de lhe dar um 10. Espero que encontre o ritmo dele e que faça um bom resultado.

Davey Cathels. Pode ser um tiro no escuro, mas tal como o Julian, Davey parece precisar de mais espaço para surfar, e não há melhor onda que Bells para o fazer. Tenho visto algumas filmagens dele e as pranchas parecem estar muito boas e ele parece estar a encaixar com a onda. É uma escolha arriscada, mas acho que pode dar-se bem e pode vir a eliminar alguns nomes do topo da tabela.

Wildcard do nível C
Dusty Payne.
Sem pressão, fora do Tour e com o surf que tem, pode ser desta que Dusy apresente o surf que todos esperávamos durante a estadia dele no World Tour. Sou um grande fã do surf do Dusty, é sem dúvida um dos melhores free surfers do mundo, vamos agora ver se consegue de uma vez por todas mostrar o que vale.

Podes assistir ao vivo ao arranque do World Tour 2016 carregando AQUI!

Comentários