As escolhas de Filipe Jervis para o Billabong Pipe Masters

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Filipe Jervis é um nome que dispensa apresentações mas só aqueles que fazem parte do clube da ONFIRE no Fantasy sabem que ele o lidera, e que está em 63º lugar no mundo!  Isso aliado ao seu extremo gosto de seguir as etapas do CT e de analizar os heats ao pormenor e com um prazer raro, fez com que sentissemos que era a pessoa perfeita para, antes de cada etapa do CT, dar uma opinião sobre quem se irá dar bem… A ideia era começar em 2016 mas com um tão incrível cenário para a decisão do título mundial no Billabong Pipe Masters, última etapa do CT 2015 e que deverá arrancar já hoje (a partir das 17H30 portuguesas), pareceu-nos bem arrancar já com as suas escolhas para esta prova.

Se jogas no Fantasy (se ainda não estás no nosso clube vais mais que a tempo), as suas escolhas poderão ajudar-te a fazer a tua equipe. Se não jogas, poderás ver se concordas ou não com o Jervis em quem pensas que se vai dar bem em Pipe/Backdoor.

De referir que as escolhas de Jervis são de acordo com as escolhas que podes fazer no Fantasy, ou seja, podes escolher dois surfistas do top 8 (Nivel A), quatro surfistas do top9 a 24 (Nivel B), e dois surfistas que estão abaixo do top 25 do ranking (Nivel C).

Assim, as apostas de Jervis para o Billabong Pipe Masters são:

Nível A
Mick Fanning. Posso ser tendencioso quando escolho o Fanning porque gostava que ele fosse campeão do mundo novamente. Mas a verdade é que o Mick se tornou num dos melhores tuberiders do mundo, e no que toca a competição há muito poucas pessoas que lidam com a pressão como ele. Depois de ter ganho Sunset, não só está na luta pelo título como também está na luta pelo Triple Crown, que é um troféu que não tem na prateleira. Por essas e outras razões penso que seja um grande candidato a ganhar não só o evento como o Triple Crown e o Título Mundial de 2015.

Owen Wright. Estava na dúvida entre o Medina e o Owen Wright, porque são ambos dos melhores tuberiders do mundo. Mas penso que o Owen pode sobressair. Provou este ano em ondas como Fiji que é um dos melhores tuberiders do mundo e que merece estar a lutar por um lugar no topo. Tenho visto algumas filmagens de sessões dele em Pipe e realmente o seu à vontade em ondas de consequência é de valor.

Nível B
Kelly Slater. Pela primeira vez em muitos anos, o Kelly está fora da disputa pelo título mundial. Isso pode trazer consequências positivas, como não ter qualquer tipo de pressão e poder sacar aqueles coelhos da cartola à moda do Kelly, mas também pode trazer consequências negativas, como a falta de pica e a possiblidade de pensar em retirar-se do World Tour de uma vez por todas. Seja como for, o Kelly é um dos melhores surfistas em Pipe e já la vão dois anos que não ganha uma etapa. Acredito que qualquer fã de surf gostava de ver o Kelly a ter a sua melhor prestação do ano neste evento.

John John Florence. Esta escolha era óbvia. Cresceu a surfar Pipe e vai ser por muitos mais anos um dos melhores surfistas ali. Tem tido um ano bastante razoável, mas agora que já lançou o melhor filme de surf de todos os tempos, “View From a Blue Moon“, já se pode concentrar um bocado mais na sua época competitiva, neste caso, no Pipe Masters. Acho que todos gostávamos de ver um heat Kelly Slater Vs John Florence, mas é melhor não criar expectativas. Seja como for, é sempre bom ver o John Florence a surfar em Pipe.

Wiggoly Dantas. Pode ser brasileiro mas há muitos anos que vai ao Hawaii apanhar umas bombas e com isso conseguiu ganhar o seu lugar e respeito no meio dos locais. Assim como o falecido Ricardo dos Santos o era, Wigolly é um dos melhores brasileiros a surfar em Pipe e por isso penso que possa vir a criar alguma ameaça aos outros surfistas.

Sebastian Zietz. O Sebastian, juntamente com mais alguns, pode manter o seu lugar no Tour com um resultado em Pipe. Para além de ser havaiano, algo que lhe dá mais à vontade neste tipo de ondas, é um excelente tuberider e pode tornar-se muito perigoso se por acaso estiver a funcionar mais Backdoor do que Pipe.

Nível C
Dusty Payne. O Dusty é provavelmente um dos maiores talentos que o Hawaii já produziu. Infelizmente não se deu muito bem durante este ano e mais uma vez está a correr atrás do prejuízo e precisa de um grande resultado para ficar dentro do Top 32. Tal como o Seabass, se estiver Backdoor perfeito, Dusty pode ser muito perigoso. Espero vê-lo a tirar um bom resultado porque é daqueles surfistas que só traz coisas boas ao Tour.

Bruce Irons. Desde a morte do seu irmão Andy, que Bruce parece ter entrado numa nuvem negra de coisas más. Acabou por ser despedido do seu “main sponsor”, perdeu a pica para surfar e desapareceu por completo do mapa. Aparentemente, este foi o ano em que decidiu ganhar vida outra vez e provar não só ao irmão, como a ele próprio, que ainda tinha muito para dar e que continua a ser um dos melhores surfistas do mundo. Através de uma ação de media, onde quase todos os surfistas partilharam uma imagem a pedir que o Bruce fosse Wildcard, a WSL parece ter correspondido às expectativas e deu-lhe o Wildcard. Tudo indica que há um novo Bruce no mundo, mais feliz, com mais pica e vontade de representar o apelido Irons da melhor maneira. Felizmente arranjou um novo main sponsor, a RVCA, que parece querer ajudar a levantar o nome do Bruce das cinzas e fazê-lo viver o sonho novamente. Gostava de o ver a dar os bons tubos que ele sempre nos habituou a ver e a fazer um 10 em honra do Andy.

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