A primeira edição da ONFIRE, lançada em Janeiro de 2003, surgiu como uma autêntica lufada de ar fresco no mercado português, uma revista que apresentava uma visão mais moderna a um público que, na sua grande maioria, recebeu muito bem o novo projeto.

Era, no entanto, produto de uma equipa com pouca experiência no mundo editorial, mas que tentava compensar com muito “sal nas veias”. Altamente influenciada por revistas como a Transworld Surf, a ONFIRE tinha como principal objetivo entreter os seus leitores com uma boa dose de artigos de leitura fácil, com alto valor de entretenimento.

Olhando para trás o que é certo é que a primeira revista foi quase uma edição de teste, onde lançamos várias rubricas diferentes e colhemos feedback do público para perceber a sua aceitação e a direção a seguir. Algumas tiveram sucesso, outras não tanto. Fica a conhecer (ou relembra) alguns dos artigos da ONFIRE #1 que mais sucesso tiveram entre os leitores…

 

Xpression

Várias páginas duplas de ação e pouca conversa receberam os leitores da primeira à última edição da ONFIRE. O feedback foi sempre positivo já que juntava muitas das melhores imagens de toda a revista com um design muito simples.

 

Cruzadex

Palavras cruzadas de surf. A única queixa que recebemos deste artigo foi o fato de ser de dificuldade elevada. As soluções, invertidas no fim da página, não tinham as respostas, apenas debochavam com o público mas foi uma rúbrica muito bem sucedida que teve lugar durante várias edições.

 

Oráculo – As previsões do mestre Vi D’Enth

Talvez o artigo mais bem sucedido da primeira edição. As previsões deste grande mestre mantiveram-se fixas durante vários anos e por uma boa razão. Vi D’Enth não era o típico astrólogo e quase ninguém estava a salvo das suas duras previsões…

 

Vidas

Vidas, para os surfistas com mais historial, e Spotlight, para quem estava em ascensão ou no topo da sua carreira como surfista profissional, foi o artigo de fundo que não falhou da primeira à última edição. Para começar entrevistamos um relutante André Pedroso, um dos maiores talentos de uma geração que tinha abandonado o surf profissional muito cedo. Apesar da direção um pouco “lamechas” que o staff da ONFIRE deu a este artigo, o feedback foi muito positivo.

 

HotNights

Um artigo que tinha tudo a ver com o estilo da revista, tornando-se de imediato obrigatório. Numa época em que festas não faltavam no meio do surf, a ONFIRE estava sempre presente e durante vários anos este artigo não falhava. Mais tarde houve ameaças de processos em tribunal devido a este artigo, o que acabou por o afastar permanentemente das páginas da revista.

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