Mesmo sem uma forte tradição de surfistas de ondas grandes, os portugueses estão cada vez mais fortes nesse departamento. Nos anos 90 alguns surfistas lusos começaram a dar os primeiros passos no “big surf” em locais como o Havai, mas numa escala pouco relevante em comparação com o tipo de ondas que já se surfava no Havai e Califórnia.

Foi João Macedo, na década passada, o primeiro que realmente se estabeleceu, sendo o primeiro português a ser referenciado como um surfista de ondas grandes por meios fora do nosso país. Na época João vivia na Califórnia e regularmente testava os seus limites em Mavericks o que lhe permitiu junta-se ao Big Wave Tour, que inicialmente não estava ligado à WSL.

Com o “desbravamento” da Nazaré, que passou de ser um pico completamente desconhecido fora de Portugal para se tornar numa referência a nível mundial, mais lusos tiveram a oportunidade de se evidenciarem na comunidade de surfistas de ondas. Foi o caso de Alex Botelho, entre outros, que já tinha surfado em picos como Mavericks mas que tem puxado os limites do que é possível surfar na Nazaré. Alex qualificou-se para o circuito na temporada de 2017/18 e todos os anos fez finais, o que lhe garantiu presença para o tour pelo 3º consecutivo.

O Big Wave Tour é constituído por 3 eventos, o Nazaré Challenge, o Peahi Challenge e o Mavericks Challenge. Quando a período de espera espera chegou ao fim e Mavericks não avançou ficaram decididos os campeões mundiais, que são Grant Baker e Keala Kennelly. Foi aí que Botelho ficou a saber que estava garantido nos próximos eventos, graças ao seu 7º lugar no ranking.

Também com possibilidades de competir no circuito está João Macedo, mas a sua vaga ainda não está garantida.

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