No entanto, recentemente, parece estar a tornar-se cada vez mais curta e ilusiva. O facto de Portugal ter um mercado reduzido, a crise ter  modificado os hábitos de consumo, que se tornaram mais moderados e as novas filosofias da parte das maiores marcas, que procuram patrocinar muito menos (mas melhor) tem sido “fatal” para muitos dos melhores surfistas do nosso país. E, para cada caso de sucesso, como foi o exemplo de Miguel Blanco, que no ano passado conseguiu fazer a sua carreira “renascer das cinzas”, talvez 5 passam a fazer parte do “team no sponsor”..

A ONFIRE fez um apanhado de alguns dos melhores surfistas do país correntemente sem patrocínio principal…

Zé Ferreira
Como João Macedo, Zé Ferreira já se encontra há alguns anos sem patrocínio principal. Durante algum tempo o surfista do Guincho compensou a falta de investimento de uma grande marca de surf com apoios de marcas não endémicas como a Fonte Viva e Orey. Este ano foi o ano que Ferreira menos competiu no QS desde 2013 e apesar de mostrar surf para fazer estragos nesse circuito, não se sabe quando (ou se) volta.
Último main sponsor:
O’Neill até 2014

Zé Ferreira - Photo by Pedro Mestre/Liga MEO Surf

Zé Ferreira – Photo by Pedro Mestre/Liga MEO Surf

Pedro Henrique
“Pedrinho” foi campeão mundial júnior e top do CT pela Billabong, passando mais tarde para a marca brasileira HD. Quando emigrou para Portugal vinha só com apoios de marcas de kite surf e quando voltou a dar cartas como surfista pouco mudou. A certa altura “fechou” com a maca francesa Sooruz mas no ano passado, quando começou a faltar a algumas etapas perto do fim do ano, ficou visível que Henrique não estava com as condições que precisava para perseguir os seu objectivos e apesar de se encontrar numa boa fase da sua carreira ficou novamente sem patrocinador principal.
Último main sponsor:
Sooruz até 2016

Filipe Jervis
Jervis juntou-se ao “clube” este ano. Até ao fim do ano passado fazia carreira como free surfer/competidor a nível nacional com algumas iniciativas bastante mediáticas à mistura. Recentemente Filipe lançou mais um vídeo que mostrou bem todo o seu valor e que noutra época, teria sido suficiente para relançar a sua carreira. Mas não em 2017…

 

Menção Honrosa
Carina Duarte
Em 2012 Carina encontrava-se também numa boa fase da sua carreira, mostrando potencial para competir no circuito QS. Mas se para os homens a carreira de surfista profissional pode ser ilusiva, para o surf feminino é muito mais complexo. A prova disso é o CT feminino, que tem várias competidoras sem patrocínios. Carina caiu no “vortex” de despedimentos da Quiksilver/Roxy/DC no auge desse fenómeno e até hoje não recuperou a sua posição.
Último main sponsor:
Roxy até ao fim de 2012

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Comentários

Um comentário a “Os 10 melhores surfistas (sem patrocínios) de Portugal – Parte 2”

  1. Pedro diz:

    triste… :/