Por ordem…

Novembro de 2010
A morte de Andy Irons…

AI não foi o primeiro surfista profissional a falecer mas foi certamente o mais conhecido e o que mais perto estava do seu auge. Caiu como uma “bomba” a notícia que o 3x campeão mundial tinha partido sozinho num quarto de hotel em Dallas, Texas, a semanas do nascimento do seu filho Axel. A sua morte marcou para sempre a comunidade do surf e a sua história completa foi recentemente contada no documentário “Kissed by God”.

 

 

Novembro de 2012
Nike abandona a indústria do surf…

O gigante do calçado norte-americano, Nike, entrou no surf em grande com o patrocínio de eventos e de uma equipa fortíssima. Tanto no surf feminino como masculino a Nike andava atrás dos melhores e patrocinou muitos deles, alguns com calçado e outros a 100%. Até que, algures em 2012, se chegou à conclusão que o investimento não estava a ter os resultados esperados e de um momento para a outro a marca abandonou o surf. Felizmente o grupo tinha no portefólio a Hurley e tratou de transferir a equipa para essa marca, que automaticamente ficou com o melhor team do planeta. Entretanto o número de patrocinados foi diminuindo gradualmente mas a verdadeira consequência desta saída foi a mensagem que uma das maiores marcas do planeta tinha deixado de ver potencial no surf. Outras a seguiram, como a Analog, no ano seguinte e muito recentemente a FOX, ambas marcas que continuam no mercado mas abanaram por completo o meio do surf.

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Fevereiro de 2013
Grandes marcas começam a diminuir as suas equipas…

Este acontecimento foi gradual para quase todas as marcas que, ao longo dos anos, começaram a distribuir os orçamentos de modo diferente e a diminuir o número de patrocinados. Mas houve um momento em que a maior delas, a Quiksilver, comunicou esta que viria a ser uma nova tendência no mercado. Numa comunicação à shop-eat-surf, o CEO da Quiksilver anunciou uma série de medidas, algumas que acabaram por ser temporárias, outras para sempre. Cerca de 6 anos mais tarde é visível que há menos surfistas patrocinados apesar dos melhores ganharem ordenados como nunca se tinha visto antes neste deporto.

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Julho de 2013
Ilha Reunião tornou numa “no surf zone”…

Mais um processo que foi gradual mas chegou um dia em que as autoridades locais foram obrigadas a proibir a prática do surf. Um mau planeamento local provocou um desequilibro no ecossistema e a consequência foi um número recorde de ataques de tubarão, muitos deles fatais. Décadas antes a Reunião recebia provas do Championship Tour, QS, EPSA e Pro Junior, recebendo surfistas de todo o mundo para surfar as míticas esquerdas de Saint Leu, ondas essas que agora quase sempre quebram sozinhas já que poucos arriscam a vida para as surfar.

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Abril de 2014
Kelly sai da Quiksilver…

Hoje em dia quando se vê uma imagem de Kelly Slater com o logótipo da Quiksilver na prancha é natural ter pensamentos nostálgicos mas, durante duas décadas, Kelly e Quik eram quase um sinónimo um do outro. A “parceria” entre os dois tinham começado no ano anterior ao seu primeiro título e durou cerca de 21 anos até que, no dia das mentiras de 2014, o 11x campeão anunciou a sua saída da marca. Slater podia ter esperado pelo dia seguinte e não ter deixado meio mundo a pensar que se tratava de uma brincadeira de 1 de Abril mas, com o passar do tempo, ficou patente que era verdade. Nunca se revelaram grandes detalhes sobre a sua saída mas nos anos que se seguiram outros dois “cabeças de cartaz” da marca, Dane Reynolds e Craig Anderson, também abandonavam o barco. Apesar de se falar muito no meio sobre outras contratações, a marca não conseguiu voltar a “capturar” uma estrela ao mesmo nível, sendo neste momento o japonês Kanoa Igarashi o surfista mais relevante da Quiksilver.

 


Janeiro de 2015
Faleceu Ricardo dos Santos…

Com a comunidade surfista ainda a recuperar da perda de AI, uns anos antes, aconteceu a morte do free surfer brasileiro Ricardo dos Santos de modo ainda mais dramático. Ricardo foi baleado por um polícia fora de serviço, depois de uma pequena discussão na rua, e acabou por falecer no dia seguinte devido aos seus ferimentos com apenas 25 anos.

 

 

Julho de 2015
Mick Fanning é atacado por um tubarão…

Muitos surfistas já foram atacados por tubarões mas nunca um campeão do mundo, muito menos em directo durante uma das mais importantes provas do ano. Foi durante a final do JBay Open de 2015 que Mick teve este pequeno confronto com um tubarão, mas defendeu-se bem e sobreviveu sem um arranhão. Este campeonato não foi terminado mas regressou no ano seguinte e, quase em modo de “Justiça Poética”, Fanning foi o vencedor.

 

 

Abril de 2018
Margaret River cancelado por excesso de tubarões na área…

A zona de Margaret River, no Oeste da Austrália, sempre foi conhecida por ser bastante “sharky”, mas em 2018 estava no limite do que se considera seguro. Tudo começou quando a prova teve que ser parada devido à presença de um tubarão no pico e no dia seguinte, um lay day, duas pessoas foram atacadas em locais diferentes mas bastante próximas da zona do evento. A WSL não arriscou e cancelou o evento, que acabou por se realizar meses mais tarde em Uluwatu, Bali. Mas este não foi o fim do Championship Tour em Margaret River pois o circuito regressa em 2019 mas mais tarde no ano, em Maio em vez de Abril, para não coincidir com a época de maior “acção” na água.

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De 2012 até à actualidade
Número de revistas de surf diminui drasticamente…

Em outros tempos as revistas de surf eram “o” meio de comunicação de referência mas, com a evolução da tecnologia e criação de novas plataformas de comunicação, foram perdendo espaço e a grande maioria deixou de existir. Quando grandes títulos, como a Transworld Surf, Surfing e Fluir, caíram, ficou claro que mesmo as que sobrassem acabariam por ser apenas uma sombra do que já foram. Em Portugal a última revista de surf a ser publicada foi a ONFIRE #78, que saiu em Maio de 2016. No entanto ainda sobrevivem alguns títulos, como a primeira revista de surf no mercado, a SURFER, e outros casos pontuais espalhados pelo mundo.

 

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