5 surfistas que abandonaram o WCT | Parte 2

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Se chegar ao WCT é o sonho de todos os surfistas profissionais não seria de esperar que estes agarrassem a oportunidade de lá permanecer com “unhas e dentes”? A resposta para 98% dos casos é sim, mas a ONFIRE descobriu os 2% que simplesmente desistiram das suas vagas no tour!

Fábio Silva | Brasil

Fábio era mais um super talento de uma zona pobre do Brasil, a favela do Titanzinho, no Ceará. O seu “approach” era como nada que se tinha visto até aí pois surfava com muita velocidade, tinha a capacidade de bater forte em qualquer secção, fazia reverses e aéreos “on demand” e recuperava de qualquer manobra, independentemente do risco. No entanto o seu surf de rail não existia, o que não impediu de vencer no QS, e qualificando-se para o WCT de 1998. Mas quando chegou ao tour, este ainda era o “Dream tour# e maior parte das provas eram em locais onde não tinha qualquer expêriencia e não falava a língua. O início do ano no foi muito fraco com derrotas no round 2 nas três primeiras etapas. No Japão, onde havia duas provas, conseguiu passar alguns heats o que deu alguma esperança de se manter no circuito. Mas, quando o tour chegou a Jeffreys Bay, a etapa seguinte, Fábio já estava fora. Aparentemente, mesmo sem consultar as pessoas mais próximas, notificou a ASP que abdicava da sua vaga, e de imediato o australiano Luke Hitchings entrou como substituto. Silva sentia-se como “peixe fora de água” no tour, e alegou saudades da família e amigos como causa de desistência. Quando se apercebeu do seu erro era tarde demais, e de imediato voltou ao WQS. Em 2000 venceu o ISA World Surfing Games, mas nunca mais voltou a ficar sequer perto da qualificação para o WCT e entra na história por ter feito umas das piores decisões no surf profissional.

Richie Lovett | Austrália

Se Fábio Silva saiu do WCT a meio de uma temporada sem uma boa razão para fazer, Richie Lovett foi o extremo oposto. Na transição de júnior para senior o australiano era apenas mais um surfista com potencial e nos primeiros anos como profissional era difícil de perceber se tinha realmente potencial para entrar no WCT. Em 1994 a sua carreira e vida poderiam ter chegado ao fim durante uma surf trip a G-Land, (Java, Indonésia) quando, durante a noite, o surf camp foi destruído por um tsunami. Foi um pequeno milagre mas todos os seis surfistas profissionais da viagem sobreviveram, apesar de Richie ter ficado gravemente lesionado. Em 1995 estava de volta ao WQS fez a final do O’Neill Buondi Pro, em Ribeira D’Ilhas, na Ericeira, mas chegou ao Havai a precisar de um resultado excelente, 3º lugar (pelo menos) para se qualificar. E logo na primeira etapa da Vans Triple Crown of Surfing, conseguiu o que precisava, não só chegou à final como venceu, batendo Ross Williams, Luke Egan e Munga Barry e assim garantindo uma vaga no WCT. Apesar de se ter qualificado quase sempre pelo WQS sua carreira foi longa no WCT e o ponto alto foi em 2002, quando venceu a etapa de Trestles. No fim de 2005 descobriu que tinha um tipo raro de cancro na anca e teve que colocar uma prótese, o que garantiu que nunca mais voltaria a competir ao mais alto nível. Assim acabou a sua carreira no WCT mas até hoje trabalha na indústria do surf.

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