5 surfistas que abandonaram o WCT | Parte 1

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Se chegar ao WCT é o sonho de todos os surfistas profissionais não seria de esperar que estes agarrassem a oportunidade de lá permanecer com “unhas e dentes”? A resposta para 98% dos casos é sim, mas a ONFIRE descobriu os 2% que simplesmente desistiram das suas vagas no tour!

Chris Brown | EUA

Durante os anos 80 surgiram duas notáveis promessas no surf norte-americano, Kelly Slater, da Flórida, e Chris Brown, da Califórnia. E dos dois foi Brown quem cumpriu a maior parte dos objectivos esperados destes talentos antes de se tornarem profissionais. Em 1988 venceu o mundial júnior e no início dos anos 90 era uma das estrelas do mítico, Bud Tour, uma espécie de circuito nacional norte-americano mas realizado em etapas do WQS. Em 1993 estava no WCT e fez a final do Marui Pro, no Japão, sendo batido por Slater que conseguiu aí a sua única vitória do ano. Tudo indicava uma subida rápida no ranking mas os seus resultados na primeira divisão simplesmente não apareceram mais. Em 95 perdeu no primeiro round em quase todas as etapas e optou por não competir nas últimas duas (Brasil e Pipe) e não voltar ao circuito. No entanto, no WQS, Chris era uma máquina e até 2014, quase 20 anos depois de se reformar, ainda se encontra entre os 5 surfistas com mais vitórias de todos os tempos no circuito de qualificação, um marco notável. A sua última vitória foi em Ribeira D’Ilhas, no O’Neill/Buondi Pro, e poderia ter-se mantido na elite por muitos anos, garantindo-se pelo WQS mas optou por não voltar a competir a esse nível, citando na altura razões familiares. Anos mais tarde voltou a ter algum destaque quando enfrentou ondas como Mavericks, apesar de não ter tido tanto sucesso como alguns “especialistas” de ondas grandes da época. Curiosamente o seu grande “legado” no surf surgiu na Austrália já que muitos dos melhores surfistas desse país ainda hoje chamam a uma variação do cutback roundhouse o “Chris Brown Wrap Around”, um tributo invulgar para esse tipo de manobras.

Neco Padaratz | Brasil

O irmão caçula de um dos nomes mais importantes da história do surf brasileiro, Percy “Neco” Padaratz, irmão de Teco, foi talvez o primeiro da seu país a ser apontado como potencial campeão mundial da WSL (ASP na altura). A primeira vez que mostrou a sua força ao mundo foi no ISA de 1996, terminando em 3º lugar apesar de ter sido o melhor surfista em prova. O seu estilo pouco ortodoxo pouco importava já que o seu surf esbanjava agressividade em toda e qualquer secção de onda que encontrasse pela frente. 1997 foi o seu primeiro ano no WCT e terminou num excelente 13º lugar do ranking. Era previsível que continuasse a subir mas esse acabou por ser o seu melhor ano no tour. No ano seguinte, mesmo depois de ter conseguido bons resultados na primeira metade do ano, abdicou da sua vaga antes da perna europeia. Foi uma decisão que chocou uma nação e não foram dadas grandes explicações, excepto alguns problemas pessoais. Dois anos depois estava de volta ao WCT e apesar de ter vencido duas etapas e de ter feito finais consecutivas contra Andy Irons, nunca conseguiu voltar ao top16. Neco esteve 8 anos (e meio) no WCT e venceu 10 etapas do WQS. Actualmente vive em San Clemente, na Califórnia e está ligado aos treinos do actual número 2 do mundo Filipe Toledo.

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