5 surfistas esquecidos que já estiveram no Championship Tour

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Qualquer surfista que faz da competição a sua vida sonha com a possibilidade de fazer parte da elite do surf profissional, o Championship Tour da WSL. Para muitos entrar no CT traduz-se num futuro quase garantido como “Pro Surfer”, mas nem todos conseguem garantir o mesmo retorno. Mesmo competidores que chegaram a vencer podem cair no esquecimento tal como outros, que passaram por lá e caíram na obscuridade pouco depois. A ONFIRE fez uma selecção de 5 surfistas que estiveram na elite do surf mundial e hoje em dia são pouco (ou nada) conhecidos fora das suas regiões.

Larry Rios – Este havaiano, descendente de portugueses, era sempre destaque na Triple Crown of Surfing e muitos outros eventos realizados nas ilhas. Em 1994 apostou em correr mais alguns eventos pelo mundo fora e conseguiu pontos suficientes para chegar ao Havai perto o suficiente para se qualificar para o CT no ano seguinte. Com mais alguns resultados sólidos no QS Larry conseguiu a qualificação para o ano embrionário do que mais tarde se tornaria no “Dream Tour”. Em ondas pequenas na Austrália, Japão, França (que tinha 3 etapas do CT consecutivas, todas realizadas durante o verão) e Brasil, Rios, que era alto e pouco ágil, não teve sucesso mas tinha 3 grandes oportunidades de dar a volta ao seu ano com as etapas de G-Land (Indonésia), Saint Leu (Ilha Reunião) e Pipeline (Havai). Infelizmente, para ele, apenas conseguiu 9ºs e 17º nessas provas e saiu do tour. Poucos anos depois deixou de marcar presença na Triple Crown e caiu no esquecimento do público.

Danny Melhado – Danny era um produto da costa Este dos EUA, como Kelly Slater, e, depois de alguns anos a batalhar no QS conseguiu a qualificação para o tour de 1997. No entanto, em 12 etapas, apenas conseguiu passar do round 2 duas vezes e como não conseguiu a manutenção via Qualifying Series ficou fora do CT e nunca mais regressou.

Shawn Sutton – Sutton foi talvez quem teve mais sucesso competitivo entre estes 5 surfistas, mas não conquistou o público. Natural do Havai, Shawn surfava mais à semelhança do estereótipo do surfista brasileiro na altura, que ao contrário dos dias de hoje, era um estilo pouco polido e uma apetência especial para surfar ondas pequenas. No QS conseguiu vitórias nos EUA, Japão, Espanha e Argentina e de 1997 a 1999 esteve no CT. Quando saiu da elite do surf mundial ainda fez alguns anos de QS mas nunca conseguiu bons patrocínios e acabou por se afastar do surf competitivo.

Sasha Stoker – O ano de 1994 foi possivelmente o auge da carreira do australiano Sasha Stoker pois venceu o título mundial amador Open, no ISA World Surfing Games no Brasil. Pouco depois começou a competir no QS  mas, apesar de ter mostrado surf para estar entre os melhores, apenas conseguiu a qualificação em 2001. Nesse ano, a 11 de Setembro, aconteceu algo que mudou para sempre a história dos EUA, os atentados às Torres Gémeas. O impacto desse ataque terrorista chegou ao surf, fazendo deste o ano mais curto da história do Championship Tour, com apenas 5 etapas, ao contrário das 10 etapas que eram o mínimo de eventos no circuito. Depois de 3 derrotas prematuras nas primeiras 3 etapas Sasha começou a recuperar terreno em Jeffreys Bay mas lesionou-se durante a prova. A etapa seguinte foi em Pipeline e apesar de ser um pico que favorecia o seu surf, Stoker foi eliminado cedo, caiu do tour e nunca regressou.

Christiano Spirro – O brasileiro Cristiano foi o surfista deste grupo que se manteve relevante por mais tempo depois de sair do tour, mas apenas no seu país. A sua entrada no CT foi bastante impressionante graças a uma final na última etapa do ano, em Sunset, contra surfistas como Kelly Slater, Shane Dorian e Munga Barry. O seu arranque no Championship Tour também foi sólido, tendo batido nomes muito “badalados” como Mark Ochillupo, Shane Dorian, Andy Irons (em Fiji!!!) e Chris Davidson. No entanto, 5 derrotas consecutivas no round 2 na segunda metade do ano custaram-lhe a permanência no tour e “espirro” nunca mais regressou à elite.

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