5 Grandes Regressos ao Circuito Mundial | Parte 2

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Competir no circuito mundial de surf é o sonho de qualquer surfista profissional mas mesmo os melhores por vezes encontram dificuldades em se manter entre a elite. A ONFIRE escolheu 5 surfistas que protagonizaram os regressos mais impressionantes ao tour.

5 Grandes Regressos ao Circuito Mundial | Parte 1

Mark Occhilupo | Austrália

Nunca outro surfista na história do surf profissional passou por fases tão extremas e no fim triunfou. Occy passou de ser o favorito de todos os goofy footers, um grande candidato ao título mundial e único adversário à altura do “rei”, Tom Curren, para o sofá da sua casa onde, no fim dos anos 80, ficou alguns anos a engordar. No entanto continuava a ser um ícone a nível mundial e a Billabong mantinha-o no  “pay roll” e com um olho na sua saúde e imagem. Conta a lenda que a certa altura Occy já estava tão “forte” que já não tinha coragem de ir ao armazém buscar a sua roupa. Em vez disso pedia para enviarem para uma surfshop e lá trocava as peças por tamanhos maiores. Mas essa fase passou e Mark voltou a treinar a sério no início dos anos 90. Começou a competir nos Billabong Challenges, passou para os trials do Pipe Masters, depois o main event (destroçando as hipóteses de Sunny Garcia ser campeão mundial em 1995), e no ano seguinte enfrentou o WQS. Foi um ano duro nas “trincheiras” mas qualificou-se e logo no ano seguinte acabou o ano no 2º lugar do ranking. Dois anos depois conseguiu um dos títulos mas celebrados de sempre na WSL, o de campeão mundial. Durante mais alguns anos, Occy manteve-se no WCT, até 2007, acabando assim uma das mais longas e impressionantes carreiras do surf profissional.

Lisa Andersen | EUA

Quantas surfistas conseguiram o título mundial da WSL depois de terem dado à luz a uma criança? Uma, Lisa Anderson. Lisa era uma das grandes promessas da sua geração e aos 16 fugiu de casa para viver uma vida de nómada, atrás do seu sonho de ser campeã do mundo. Apesar de ter tido algum sucesso a sua competitividade inicialmente não acompanhou o seu talento no tour e aos 23 parou de competir para ter a sua primeira filha. Curiosamente foi aí que tudo bateu certo. Lisa tinha encontrado o seu equilíbrio, duas semanas depois do nascimento estava a competir e ainda terminou o ano em 7º lugar. No ano seguinte, 1994, voltou com tudo e conquistou o seu primeiro de quatro títulos consecutivos! Mas o seu legado não se resumiu “apenas” os seus títulos mas sim à imagem feminina que conseguiu manter, apesar de ser uma atleta de alta competição. Isso contribuiu para que a marca Roxy, um produto da Quiksilver, crescesse muito e chegasse a um público bastante diversificado, fazendo da marca um gigante no surfwear feminino sem paralelo até aos dias de hoje. Lisa Anderson continua ligada à Roxy e marca presença com regularidade em alguns dos maiores eventos do surf feminino.

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