Competir no circuito mundial de surf é o sonho de qualquer surfista profissional mas mesmo os melhores por vezez encontram dificuldades em se manter entre a elite. A ONFIRE escolheu 5 surfistas que protagonizaram os regressos mais impressionantes ao tour .

Tom Curren | EUA

Tom, filho do pioneiro e Big Wave Rider Pat Curren, foi apontado desde muito cedo como o menino prodígio do surf norte-americano e cumpriu a sua promessa sagrando-se campeão mundial da WSL (na altura, ASP) em 1985 e 86. Curren foi o primeiro e único (até hoje) campeão mundial californiano e era uma referência a uma escala tão impressionante que criou um legado como surfista até hoje, mais de 30 anos depois do seu primeiro título. Em 87 também disputou o título mas no ano seguinte a sua chama competitiva parecia estar a apagar-se e desistiu do tour antes deste chegar ao fim. Ninguém pensou que algum dia voltaria mas o bicampeão do mundo era bom demais para “desperdiçar” o seu talento em surftrips para locais inóspitos à volta do mundo. O seu regresso histórico aconteceu em 1990! Curren voltou ao circuito mas não tinha “seeding” para entrar nas fases mais avançadas das provas e competiu em quase todas as etapas a partir dos trials. O ano começou bem com uma vitória no Cold Water Classic, em Steamer Lane, Santa Cruz, contra o que se tornaria no seu grande adversário nessa temporada, Gary Elkerton (fica a saber mais sobre o percurso deste surfista AQUI). Tom não ficou por aí pois venceu as duas etapas seguintes, em Burleigh Heads e Bells Beach na Austrália. O circuito nesse ano teve 21 etapas a contar para o ranking e Curren venceu mais duas, onde se inclui a Buondi Pro, realizado na Ericeira. Gary não venceu qualquer campeonato mas pontuou sempre alto, diminuindo a distância sempre que Curren perdia cedo. No entanto, no final, Tom Curren conseguia o título e ficaria no tour mais alguns anos. Mesmo depois de abandonar novamente o circuito Tom manteve-se activo a nível competitivo e ainda hoje é um nome que apenas fica atrás de Kelly Slater no que toca a reconhecimento e respeito no meio do surf.

John Shimooka | Havai

Nos fim dos anos 80 as grandes bombinhas havaianas que estavam prontas para tomar de assalto o tour eram os amigos Sunny Garcia e John Shimooka. Garcia sempre mostrou mais potencial mas “Shmoo” surfava numa velocidade acima da média e não lhe ficava atrás. Tanto que, apesar de terem começado a competir no circuito mundial ao mesmo tempo, John foi o primeiro dos dois a vencer uma etapa do tour, o G-Shock US Open of Surfing, realizado na Flórida em 1989. Sunny teve de esperar pelo ano seguinte para se estrear, vencendo o Pukas Pro, em Zarautz, e logo de seguida o Seland Pro, em Sopelana. Mas enquanto que Sunny continuou a subir no ranking, garantindo posições no top10, Shimooka começou a cair, qualificando-se em 1992 para o primeiro ano do WCT com duas divisões por poucas posições. No fim desse ano o havaiano saiu do tour pois já que não conseguiu a qualificação e apesar de ter uma imagem forte e alguma mediatização John “perdeu-se” durante alguns anos, ficando sem patrocínios e sem grande ligação ao surf. Até que, em 1994, com ajuda dos seus amigos e familiares, voltou a dedicar-se a 100% e começou a correr o WQS. Foi um ano difícil, mas o seu talento era inegável pois John fez algumas finais, terminando em 2º lugar no Body Glove Surfbout (Trestles), no Town & Country Pro (Ala Moana) e no Hapuna World Cup of Surfing (Sunset), acabando o ano em 11º lugar, o que lhe garantiu uma vaga no WCT de 1995. E logo na primeira etapa, o Rip Curl Pro Bells Beach, “Shmoo” chegou à final contra o seu grande amigo Sunny e os dois protagonizaram um dos heats finais mais bem pontuados da história da ASP. Garcia foi o grande vencedor mas o regresso de John Shimooka ficou na história da WSL como um dos mais impressionantes. John ainda ficou mais alguns anos no tour até se “reformar”, mas manteve-se ligado à indústria. Actualmente vive na Austrália e trabalha como manager do team Quiksilver e Roxy.

 

Mais dois surfistas que protagonizaram grandes regressos ao circuito mundial brevemente em www.onfiresurfmag.com!

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