Imagina que estás em 2007/8 e que te pediam para fazer uma previsão provável de acontecimentos para os próximos 10 anos. Aqui estão 5 apostas que talvez não fizesses…

Que uma etapa do CT se realizasse a 180kms da costa, numa piscina…

Em 2010 já se começava a ver alguns vídeos de uma piscina com ondas decentes, a WaveGarden. Mas a realidade é que parecia que estávamos a décadas de ter ondas artificiais no tour. Até que, no final de 2015, Kelly Slater soltou a bomba e tudo mudou. Desde aí a onda tem sido constantemente melhorada e em 2018 surge no calendário do CT como uma das provas mais esperadas do ano.

 

 

Que um surfista seria atacado por um tubarão, em directo, e que no ano seguinte o tour voltasse…

Por momentos achámos que Mick Fanning iria virar estatística em directo no webcast da WSL. Com alguma sorte e muita coragem o 3x campeão do mundo escapou sem um arranhão durante o seu ataque na final do JBay Open de 2015 mas durante algum tempo Jeffreys parecia estar em vias de ser riscada do tour. Mas os surfistas estavam prontos para voltar e o acontecimento deu um boost de visibilidade gigante ao tour por isso, em 2016, a elite estava de volta. Em 2017 a prova voltou e os tubarões também. Um deles deu um pequeno passeio pelo line up e outro, que tinha como último nome Morais, “limpou” uma série de campeões do mundo e quase levou o troféu para casa.

 

 

Que Kelly Slater algum dias saísse da Quiksilver…

Em tempos Kelly Slater e Quiksilver eram quase sinónimos. O melhor surfista de todos os tempos esteve mais de 20 anos na marca e além de ter um ordenado chorudo e uma ligação muito especial tinha também acções na empresa. Mas nada é eterno e em 2014 Slater mostrou parte do seu famoso humor negro, partilhando a notícia de que teria saído da marca precisamente no dia das mentiras. Durante horas e horas especulou-se muito sobre a veracidade da informação, até que o tempo foi passando e a “brincadeira” tornou-se realidade. De facto Kelly tinha saído da marca para criar o seu novo projecto com o grupo Kering, a Outer Known.

 

 

Que Portugal teria um sucessor a Tiago Pires tão próximo da sua saída do tour…

Antes de Tiago Pires entrar no CT em 2008, nenhum outro surfista luso tinha chegado MINIMAMENTE perto. Quando saiu, em 2014, o surf português tinha evoluído muito mas, apesar de se conferir muito talento em nomes como Frederico Morais, Vasco Ribeiro e outros, essa realidade parecia estar longe. No entanto, duas temporadas mais tarde Morais conseguia a qualificação, provando que há muito talento em Portugal.

 

 

Que o surf se tornasse numa modalidade olímpica…

Apesar de nem toda a comunidade estar de acordo com a presença olímpica do surf, alguns players, com destaque especial para Fernando Aguerre, lutavam muito por este objectivo. Durante muito tempo bateu-se na “trave” até que em 2017 se tornou oficial que o surf faria parte dos Jogos Olímpicos de Tokyo em 2020, o que levará o nosso desporto a outro patamar de visibilidade.

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