Será que o maior pesadelo de um team manager é perder um grande surfista na “véspera do sucesso”? É relativo dizer que um surfista só teve sucesso a partir de uma certa fase já que, para ser patrocinado, já terá tido bons momentos. Mas, mesmo assim, alguns team managers devem ter ficado a “coçar a cabeça” com o sucesso dos seus patrocinados depois de mudarem de marca!

Fica com uma lista de alguns dos mais berrantes exemplos de mudanças de patrocínios na “véspera do sucesso”…

Taj Burrow da Quiksilver para a Billabong
A distância entre Yallingup (terra de Taj Burrow) até Coolangata (uma das capitais do surf australiano) é mais ou menos 4.500km, o que explica o facto de Taj com 18 anos não ser muito conhecido nem sequer dentro do seu país. Claro que Burrow já tinha viajado para provas por toda a Austrália, mas o sucesso só veio um pouco mais tarde. A Billabong viu algo especial em Taj e tratou de o acrescentar à sua equipa, mesmo na véspera de se tornar numa estrela internacional. Em 1996 Taj de repente ganhou uma prestigiosa etapa do circuito Pro Junior aussie, depois seguiu para a Europa onde venceu um QS 5 estrelas, pontuação máxima na época, e uns meses mais tarde era a mais nova sensação a nível mundial, sendo o primeiro e único surfista da história da ASP/WSL a conseguir a qualificação para o CT mas recusar a vaga. O resto da história já conhecemos, o título mundial escapou-lhe mas foi durante mais de uma década um dos mais adorados surfistas pelo público e saiu do Championship Tour ainda considerado como um dos melhores.

Mick Fanning da Quiksilver para a Rip Curl
Aos 16 Mick Fanning era um de muitos surfistas australianos que prometia chegar longe. No entanto a sua geração foi das mais ricas em talento que de sempre, o que dificultava muito a escolha mais objectiva de quais serão os que realmente podem vir a dar cartas no circuito mundial. Além disso Mick ainda não era conhecido fora do seu país. Esses factores poderão ter contribuída para que a Rip Curl tenha conseguido “roubar” o jovem “cabeça branca”, e poucos meses depois de meter o autocolante desta marca pela primeira vez já estava numa “boat trip” a filmar juntamente com o A-Team da RC para fazer parte dos seus muito mediáticos filmes de surf, na altura lançados ainda em VHS. Quase 20 anos mais tarde, Fanning é um dos pilares da marca, tendo conquistado três títulos mundiais e vencido diversas etapas do Championship Tour ao longo dos tempos.

Gabriel Medina da Volcom para a Rip Curl
Aos 15 anos Gabriel Medina era só mais um de muitos miúdos brasileiros a partirem a loiça nas suas respectivas praias. No entanto o seu padrasto, Charles, já tinha visto algo de muito especial no seu “filho”, e andava à procura de marcas para a apostarem mais do que o patrocinador da época, a Volcom. A Rusty quase fechou com Gabriel, mas no fim foi a Rip Curl que acreditou no “moleque”. Pouco tempo depois de ser contratado, com 16 anos, Gabby venceu uma etapa de 6 estrelas no QS no Brasil mas chamou à atenção mais a sério com a sua vitória no King of the Groms, em França. A partir daí o fenómeno não parou mais, vencendo etapas e títulos que nenhum outro surfista brasileiro tinha vencido até aí e tornando-se também, como Fanning, num dos principais pilares da marca, numa relação que dura até aos dias de hoje e promete continuar.

Menção honrosa
Teresa Bonvalot da Roxy para a Billabong
Algures entre o fim de 2012 e o início de 2013 a marca Roxy (que pertence à Quiksilver) começou a diminuir o seu team a nível global, e Portugal não foi excepção. Consta que a aposta em Portugal seria focada apenas em Teresa Bonvalot, que na altura tinha 13 anos mas já mostrava muito potencial. A Quiksilver e a Billabong, as duas maiores marcas de surf a nível mundial, têm já um longo historial de “caçar” os patrocinados uns dos outros, algo que faz parte de qualquer desporto competitivo. E desta vez foi a Billabong que “venceu”, conseguindo ficar com o nose da prancha de Teresa ocupado, até aos dias de hoje. Logo nesse ano, 2013, Bonvalot disputou o título nacional, conseguido a vitória no ano seguinte e seguindo-o de outros grandes triunfos inéditos como o título do Pro Junior Europeu, o 3º lugar no WJC da WSL.

Mais “Grandes mudanças de patrocínios na “véspera do sucesso” brevemente AQUI!

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