Marcar presença na finalíssima do World Junior Championships é um feito reservado apenas aos melhores atletas de cada região, um objectivo que requer muito talento e competitividade. Para lá chegarem os “candidatos” têm que passar pelo competitivo circuito Pro Junior das suas regiões, uma “barreira” que diversos portugueses conseguiram superar ao longo dos anos.

Tiago Pires e Ruben Gonzalez foram bem sucedidos logo no ano de estreia, conseguindo de imediato duas vagas para competir ao lado dos melhores surfistas do planeta com 20 anos ou menos. Saca competiu nesta prova durante três anos consecutivos, sendo acompanhado também por David Luís, em 1999, e tendo acabado como vice-campeão mundial em 2000.

Quando estes que eram os melhores surfistas portugueses da sua geração deixaram de competir nos escalões juniores, começou um “hiato” de quase 9 anos neste importante evento, que acabou em Janeiro de 2010 quando Frederico Morais finalmente conseguiu quebrar esse bloqueio. Morais acabaria por se qualificar para competir nas finalíssimas novamente e não foi o único já que Filipe Jervis, Vasco Ribeiro (que se sagrou campeão mundial júnior em 2014), João Kopke, Miguel Blanco e Tomás Fernandes na categoria masculina e ainda Carina Duarte, Carol Henrique, Camilla Kemp e Teresa Bonvalot nos representaram ao longo dos anos.

Algo nos diz que muito em breve teremos surfistas como Afonso Antunes, Guilherme Ribeiro, Joaquim Chaves e Concha Balsemão a representar o nosso país mas o que é certo é que a prova de 2018, o Taiwan Open World Junior Championship, realizada em Jinzun Harbor, Taiwan, arrancou a noite passada sem portugueses pela primeira vez desde 2009. Os grandes destaques do primeiro dia do evento são claramente dois brasileiros, Mateus Herdy e Samuel Pupo. O primeiro veio directamente do Havai onde, depois de quase vencer o Hawaiian Pro, perdeu cedo em Sunset e viu a sua vaga dentro no Championship Tour de 2019 “evaporar”. De olho num “prémio de consolação”, Herdy arrancou para Taiwan para capturar o título mundial júnior e só não abriu com a melhor média do evento porque ficou 0.01 atrás da do seu conterrâneo, “Sammy”.

Entre os Europeus o destaque foi o francês com nome português, Tiago Carrique, e ainda Marco Mignot e Kauli Vaast, todos vencedores dos seus heats no round 1.

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