O dia 4 do Oi Hang Loose Pro Contest foi semelhante em muitos aspectos aos dias anteriores, com condições bastante difíceis e ainda menos tubos.

Em prova nesta etapa de 6.000 pontos do circuito QS da WSL, estavam ainda 3 surfistas portugueses em prova, divididos entre os rounds 3 e 4. O primeiro na água, ainda no round 3, foi Frederico Morais, que tinham como adversários os brasileiros Alejo Muniz e Yago Dora e o inglês Luke Dillon.

Kikas manteve o seu game plan de surfar as esquerdas e pontuar bem com fortes pauladas de backside. Graças aos sues combos Morais fez notas de 5 pontos e 5.67 para liderar a bateria a 10 minutos do fim. Infelizmente todos os seus adversários tinham já notas de 6 pontos a contar e foram melhorando as suas posições. Alejo passou para a frente com uma direita com uma manobra poderosa, depois foi Dora quem passou para a frente e finalmente (e surpreendentemente) Dillon. Yago começou a dar os seus já famoso aéreos e disparou na liderança, enquanto que o português precisava de uma nota de 5.94 para segundo lugar. Infelizmente a situação da bateria não voltou a mudar e Morais foi eliminado.

Pouco depois foi a vez de mais um surfista português surfar no round 3, Vasco Ribeiro, que tinha como adversários Miguel Tudela, Charly Martin e Michael Dunphy. O surfista de São João do Estoril abriu bem a sua prestação com uma nota de 7 pontos e um back up de 3.80. Charly e Miguel disputaram basta a segunda posição, enquanto que Ribeiro ia trabalhando em melhorar o sua segunda melhor nota. As notas demoraram muito tempo para sair e a a certa altura Tudela liderava mas Ribeiro tinha 5 ondas por serem pontuadas e Martin tinha uma. Entretanto o surfista da Ilha de Guadalupe passou para a frente com uma esquerda com duas manobras explosivas, e o luso estava em 3º a precisar 5.40, com 3 notas por sair depois do toque final. Vasco chegou a passar para segundo mas entretanto caiu para 3º lugar novamente com uma onda que também faltava sair para Tudela, deixando Ribeiro a precisar de 5.68 pontos numa das duas notas que faltavam sair. As suas notas saíram abaixo do que precisava e a “armada lusa” ficou reduzida a um surfista.

Infelizmente Miguel Blanco sofreu o mesmo destino algumas horas mais tarde no seu confronto do round 5 contra Gabriel Medina e Reef Heazlewood. Blanco surfou bem e esteve muito perto do líder, Medina, durante grande parte da bateria, mas a última troca de ondas não saiu a seu favor. Gabriel tinha entretanto construído uma liderança sólida e Reef virou para segundo lugar com uma última onda de 6.4 pontos. Miguel também fez uma última onda boa mas foi um pouco abaixo do que precisava e foi eliminado. Mesmo assim o surfista de S. Pedro do Estoril sai do Brasil com 1.045 pontos (e 1.800 USD), uma pontuação que estaria entre as suas duas melhores de 2018.

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