Terminou há poucas horas o segundo dia do Colgate Plax Girls Rio Pro, e este acabou por ser o dia do juízo final! A surfista que saiu com o “caneco” brasileiro das oito que estavam em prova foi a australiana Tyler Wright!

Tyler Wright e Sally Fitzgibbons, a outra finalista da quinta etapa do circuito mundial feminino (WWT), seguiram caminhos muito diferentes desde os quartos de final até ao derradeiro heat. Basicamente, Wright seguiu o caminho das direitas enquanto a Fitzgibbons seguiu o das esquerdas.

Com ondas de meio metro sólidas, Wright deixou Malia Manuel (nos quartos) e Bianca Buitendag (nas meias finasi) para trás. O segredo do seu sucesso para a direita foi o power surf! Com carves poderosos, com direito a finalização de tail para a frente, e com fortes rasgadas e pauladas a tirar o tail, as notas altas a excelentes saíam facilmente. Nas meias finais, Wright deu ainda um slob air manobra essa que acabou por não contar como uma das suas duas melhores mas que foi sem dúvida um dos momentos altos do campeonato. A sua última onda das meias finais acabou ser a melhor do evento, um 9.57, onde Wright encaixou num tubo perfeito para a direita e depois encaixou mais umas quantas manobras power.

Já Fitzgibbons entretinha-se a mandar as suas adversárias para casa graças as seu backside attack. Encaixando rasgadas e pauladas umas atrás das outras com transição entre manobras absolutamente perfeita, mandou Lakey Peterson e Carissa Moore para casa mais cedo, nos quartos e meias finais respectivamente.

Na grande final ambas as surfistas mantiveram a sua táctica! Mais uma vez foram as direitas de Wright que deram à australiana o potencial para encaixar o seu power surf rápido e altamente técnico. Um 9.30 e um 8.50 foram mais do que suficientes para vencer o 8.17 e 7.50 de Fitzgibbons, notas essas conseguidas com pauladas e rasgadas de backside mas que, na realidade, foram inúteis contra as poderosas combos de Wright!

A irmã de Owen Wright venceu assim o Colgate Plax Girls Rio Pro e posicionou-se como líder do ranking. O facto de ter vencido a primeira etapa do ano e de ter ficado em segundo lugar na segunda e terceira etapas, foram cruciais para que conseguisse roubar a liderança a Carissa Moore que tem também excelentes resultados (3º | 1º | 1º | 5º | 3º), e que nesta etapa ficou em terceiro.

O circuito feminino segure agora para as areias também escaldantes de Biarritz, França, de 10 a 14 de Julho, e este promete ser já um dos mais disputados título mundiais femininos dos últimos anos.

(Highlights do último dia)

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