Tomás e Vasco seguem em frente | Blanco e Kopke na repescagem | Allianz WJC

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Depois dos quartos de final femininos, em que Teresa Bonvalot acabou eliminada terminando com um brilhante 5º lugar, começou a prova masculina.

O nível de surf imediatamente deu um grande “salto” com ondas excelentes a serem surfadas logo desde a primeira bateria. Entre os portugueses João Kopke foi o primeiro a entrar, numa bateria de altíssimo nível contra o australiano Soli Bailey e o peruano Miguel Tudela. Miguel fez a manobra mais impressionante de heat, um potentíssimo reentry de backside a soltar o tail numa pesada secção no inside. Mas Bailey também soltou o tail em várias manobras e foi mais consistente, vencendo a bateria. Kopke fez duas boas ondas mas não foi tão cirúrgico como costuma de ser de backside, e acabou em combinação. O surfista de Carcavelos ainda terá uma hipotese de avançar, através do seu heat do round 2.

Poucas horas depois foi a vez de Tomás Fernandes entrar, contra o sul africano Matthew McGillivray e o japonês Hiroto Ohhara. O surfista da Ericeira teve dificuldade em se soltar no início do heat, parecendo um pouco mais “preso” do que é normal. Mas a sua “local knowledge” rapidamente apareceu e quando escolheu uma onda mais levantada deu uma série de batidas fortes no lip, acabando com um poderoso reentry. A onda valeu-lhe a nota de 7.17 e a liderança e mesmo sob o ataque dos seus adversários conseguiu melhorar a segunda melhor nota e acabou em primeiro lugar.

A grande expectativa neste evento estava de volta de Vasco Ribeiro, que é o seed número 1 da Europa. Também Vasco começou com mais calma que os seus adversários, mas perto do meio do heat começou a aquecer. Duas ondas apanhadas bem no outside e brilhantemente surfadas deram-lhe notas de 6 e 7 pontos, e uma liderança que não foi contestada. Entre manobras no lip e curvas a soltar muita água Ribeiro fez o que se esperava dele, colocando-se entre os melhores nesta primeira fase.

Logo de seguida entrou Miguel Blanco, numa bateria contra Joshe Faulkner e Hiroto Arai. Miguel abriu com a melhor onda do heat, mas faltaram ondas com mais potencial para disparar na liderança. Isso deixou a porta aberta ao japonês Hiroto, que no final “roubou” o primeiro lugar.

No final do dia, apesar de ainda faltarem quatro baterias para terminar a fase, dois portugueses estavam apurado para a terceira fase e outros dois terão de lutar para lá chegar na fase de repescagem.

Acompanha a evolução desta prova em directo AQUI!

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