Depois de um dia de pausa, o Mr Price Pro Balito, etapa Prime do WQS, voltou à água. Tiago Pires estava logo no primeiro heat do dia, contra o surfista mais em forma da prova, Filipe Toledo.

No entanto o mar estava mais pesado que nos dias anteriores e com um pouco de vento off-shore, o que nem sempre ajuda nas manobras aéreas. Filipe bem tentou a acertar algumas mas não teve outra hipotese senão recorrer às curvas para passar o heat. E aí Saca é claramente superior, provando que ganhou muito ritmo neste campeonato e impondo notas mais fortes por soltar muito mais água nas manobras e rail nas curvas. A sua vitória foi justa e assim qualificou-se para as meias-finais onde encontraria o norte-americano Timmy Reyes.

Timmy tinha sido o “carrasco” de Frederico Morais uns dias antes e estava a ser a maior revelação do campeonato. Reyes já passou pelo WCT, onde foi durante vários anos um dos nomes em maior ascensão no tour. Até que se lesionou e mesmo com um wildcard no ano seguinte, que lhe permitiu correr o circuito todo, conseguiu competir ao mesmo nível que anteriormente. Mesmo mantendo-se como free surfer ao longo dos anos, manteve algum seeding no WQS, o que lhe permitiu competir nesta prova.

E foi através da consistência que Timmy foi avançado, passando vários heats sem fazer ondas acima dos seis pontos. Apesar de ter feito várias ondas de 7 pontos, apenas fez uma onda durante toda a prova no escalão das ondas excelentes (8 a 10 pontos) e foi mais tarde, na final. Saca era claramente o melhor surfista deste heat, surfando com rail e power em todas as ondas que apanhou. Numa delas deu uma fortíssima batida a cair em queda livre, e caso a onda tivesse proporcionado mais, poderia ter tirado uma nota altíssima. Mas as suas ondas eram visivelmente inferiores e quando Timmy apanhou uma direita mais longa e fez uma série de manobras fortes (mas não críticas) deixou o português a precisar da nota de 5,58, mas não apareceu qualquer onda com esse potencial e perdeu.

Na final Reyes encontrou Matt Wilkinson, que vinha a fazer alguns dos seus melhores heats dos últimos anos. De backside “Wilko” soltava o tail e rodava a quase todas as batidas, mostrando um ritmo raro para este surfista. Mas o seu adversário tinha guardado o melhor para o fim e graças a um forte carve e um reentry numa secção pesada conseguiu a nota de 8,27, que no fim fez a diferença para lhe dar a vitória.

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