O Cabreiroá Pro Las Americas chegou ao dia final com apenas 4 surfistas em prova na categoria feminina e uma delas era portuguesa.

Teresa Bonvalot é considerada por muitos como a melhor surfista portuguesa, apesar de ter forte oposição de Yolanda Hopkins, Carol Henrique e Camilla Kemp, que também têm representado muito bem o nosso país. Algo que estas três surfistas têm em comum é que todas elas já se qualificaram para finais de provas QS e tanto Yolanda como Carol já venceram. Nesta prova de 1.500 pontos realizada em Las Americas, Canárias, esperava-se que a surfista de Cascais quebrasse esse bloqueio quando se qualificou para as meias finais man-on-man contra Ariane Ochoa. A basca era mais uma surfista que conhece bem o surf de Teresa Bonvalot já que, em 2016, nos seus tempos de júnior perdeu 3 finais do circuito Pro Junior para a portuguesa. Infelizmente neste dia Bonvalot mas não só não conseguiu apanhar as ondas com mais potencial como ainda lhe escorregou a passar uma secção e acabou por não conseguir nesta prova a sua primeira final, pontuando o quinto 3º lugar da sua carreira.

Ochoa teve como adversária na final uma das melhores representantes de sempre no surf europeu, Pauline Ado, que por uma diferença muito pequena, apenas 0.11 pontos, garantiu a 7º vitória da sua carreira em provas QS. A final masculina tinha a presença de Jonathan Gonzalez, que foi um dos destaques e favoritos desde o início da prova. O Canário surfou muito bem na final, pontuando um par de notas de 7 pontos mas nos últimos minutos o francês Gaspard Larsonneur, que até aqui nunca tinha feito melhor que um 13º lugar em provas QS, virou o resultado no fim com uma onda de 8.17 pontos, acabando com a vitória final.

O circuito QS segue agora para o Brasil, onde se realiza o Oi Hang Loose Pro Contest, prova de 5.000 pontos a contar para o ranking masculino.

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