Tubos rápidos, junções boas para “voar” e algumas secções para “cravar” o rail, foi o que Balito disponibilizou para o segundo dia do Mr Price Pro e os competidores aproveitaram bem as condições.

Mas nem todos, os membros do WCT, por exemplo, foram praticamente dizimados! Dos 20 que estavam em prova, 7 caíram no round 1, que começou no dia 1 e acabou no dia 2. E quando terminou o dia 2 mais 5 tinham caído e quatro ainda esperavam a sua vez de competir.

Felizmente o nosso surfista do WCT, Tiago Pires, foi um dos sobreviventes, apesar de ter encontrado um “colega” muito inspirado. Filipe Toledo estava realmente num momento incrível e nem tinham passado cinco minutos quando colocou os seus adversários numa combinação da qual não saíram. Filipe começou com um forte carve e seguiu-o de um bom reentry. Depois fez uma rasgada e um enorme air reverse. Antes que os seus adversários conseguissem responder Toledo ainda deu outro aéreo reverse mas numa secção ainda mais pesada que a anterior e com a rotação toda no ar, recebendo assim 10 pontos e mais tarde ainda receberia mais uma nota excelente, um 9,93. O brasileiro Peterson Crisanto estava um pouco para trás no heat até que deu um dos aéreos mais incríveis alguma vez feitos em competição, devido à sua altura e rotação. Caiu na recepção mas teria sido uma nota 10 caso acertasse, o que teria metido o português em “sarilhos”. Mas não aconteceu, Saca fez um heat sólido, onde encaixou alguns carves muito fortes, terminando destacado em segundo lugar, enquanto que Nicolau Von Rupp ficou em quarto lugar.

Frederico Morais também tinha um heat “complicado”, contra Wiggolly Dantas, Dillon Perillo e Tanner Gudauskas. Nenhum dos quatro competidores fez um heat excelente mas o português foi o mais forte. Um tubo bastante comprido e uma onda cheia de rasgadas marcaram a diferença, enquanto que Dillon Perillo encontrou a consistência para acabar em segundo lugar.

Marlon Lipke, no último heat do dia, parecia meio perdido na bateria e só apanhou três ondas. De facto Lipke esteve o heat todo entre o 3º e 4º lugares. Mas no fimzinho já tinha uma nota “decente” e a prioridade e foi genial a usá-la. A sua onda, mesmo em cima do toque, foi a sua melhor e com algumas batidas de backside conseguiu a nota de 7.3, quando precisava “apenas” de 7.24, avançando assim também para o round seguinte.

Mesmo com a armada lusa reduzida a três competidores, este foi um excelente dia para os portugueses, que agora terão duas hipóteses de chegar ao round 5!

Acompanha tudo em directo AQUI!

Heats com portugueses:
Round 3
Heat 1 |
Caio Ibelli x Tiago Pires x Davey Cathels
Heat 3 | Frederico Morais x Torrey Meister x Matt Banting
Heat 5 | Jadson André x Marlon Lipke x +1

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