Muita expectativa estava criada de volta do décimo dia do Billabong Pro Tahiti! Depois de vários dias sem prova e com a ondulação a subir previa-se um dia épico, mas o primeiro “heat e meio” foi uma desilusão. Simplesmente não apareceram ondas de consequência no início do último heat do round 2, que defrontava Matt Wilkinson e Adam Melling.

Depois de um “restart” Wilko foi o primeiro a abrir as “hostilidades” com três tubos razoáveis, um deles com direito a um carve de seguida, para conseguir uma liderança forte. Melling continuava à espera, olhando regularmente para a torre dos júris com um sorriso sarcástico como quem dizia “não há condições”. Adam ainda tentou a sua sorte em algumas ondas mas foi pouco, e tarde, acabando a prova com um “pobre” 25º.

Tiago Pires estava no heat seguinte, o primeiro do round 3, contra Taj Burrow. O início da bateria foi em tudo igual ao anterior, com direito a restart. Mas enquanto dava o toque para reiniciar a bateria, Saca já estava a remar para uma onda em que deu um grande tubo e um forte carve para receber 7.5 dos júris. A partir daí o português entrou num ritmo incrível e fez um dos melhores heats da sua carreira.

Taj Burrow, já combinado, ainda saiu de uma combinação mas o Tiago não parou de dar grandes e longos tubos, pontuando notas de 9,00 e 9,67 e deixando de fora notas como 7.50, 8,00 e 8,5, terminando com a melhor média do campeonato até aí e colocando-se como um dos favoritos a chegar às fases finais.

Mas a acção estava longe de terminar, Kolohe Andino, que surfou algumas baterias mais tarde contra Mitch Crews também conseguiu ser fortíssimo neste dia de prova, vencendo com um par de notas altíssimas. De facto, com estas ondas, que chegavam aos três metros, foram vários os competidores que passaram a média dos 18 pontos. Medina fê-lo para derrotar o perigoso wildcard Nathan Hedge e apesar de ter sido o melhor surfista do heat venceu porque Hedge fez um grande erro.

Depois de apanhar a maior onda do dia até aí e sair do tubo Hedge fez não um, não dois, mas sim três “claims” à saída. Por sua vez Medina veio na onda seguinte e depois de um tubo não tão impressionante mas também excelente, saiu da onda e “voo” para o pico para ganhar prioridade, algo que conseguiu fazer por muito e só graças aos três momentos de emoção de Nathan. Chegados ao pico apareceu outra bomba, que Medina apanhou e transformou nota de 9,77, que seria suficiente para vencer. Mas não sem antes fazer mais três tubos impressionantes, provando que Teahupoo não é um dos seus pontos fracos!

Os havaianos Sebastian Zietz e John John Florence também “trocaram” notas excelentes e o “à vontade” de Florence, que deu alguns dos mais impressionantes tubos do dia sem agarrar nos rails, venceu por 19.93 contra 18.50. Algo semelhante aconteceu entre Kai Otton e Nat Young, onde o australiano venceu por 18,17 contra 18,06. Enquanto isso Slater não conseguiu fazer uma nota 10 como Florence e Otton fizeram, mas pontuou “na casa” dos 9 pontos cinco vezes no seu heat e derrotou com facilidade o brasileiro Jadson André.

Com o fim desta fase também o Billabong Pro Tahiti chegou ao fim neste dia, guardando o round 4 (não eliminatório) para as ondas gigantes que se esperam no próximo dia de prova. Acompanha tudo em directo AQUI!

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