A etapa de Margaret River é uma das mais antigas do circuito da ASP, apesar de ter passado muitos anos na “obscuridade” do circuito de qualificação. Todos os competidores do WCT conhecem e competiram nesta prova mas era visível que muitos ainda estavam a “apalpar” terreno.

As ondas rondavam os dois metros sendo que a mais conhecida esquerda não apresentava tanto potencial como a direita que, por sua vez, terminava em cima das rochas.

Alguns dos que não se adaptaram foram Kelly Slater e Joel Parkinson que foram relegados para o round 2. Slater ainda parece estar a lidar com a sua recente saída da Quiksilver e não foi ele próprio no heat, perdendo para o vencedor dos trials Yadin Nicol. Já Parkinson mesmo não tendo feito o seu melhor surf quase avançou para o round 3, sendo surpreendo apenas por uma boa onda de Adam Melling no fim do heat.

A grande bateria do dia foi a última pois continha 3 dos 4 mais novos surfistas do tour, nada mais nada menos que Gabriel Medina, o seu eterno rival John John Florence, e ainda o “wonderkid” da Califórnia Kolohe Andino. Florence foi quem abriu melhor, com uma direita com algumas manobras fortes e um progressivo aéreo para finalizar. Medina demorou a ganhar ritmo, parecendo inicialmente que o seu “backside attack” não estava tão “mortífero” como na Gold Coast. Mas ao longo do heat foi crescendo e quando deu um abusado aéreo reverse de backside disparou na liderança. Apesar de ter conseguido um bom back up, John John teve a oportunidade de virar o heat no fim mas caiu numa onda crucial, depois de ter acertado uma das melhores manobras do dia.

Outro grande destaque foi o brasileiro Jadson André que, depois de ter ficado de fora do tour por alguns anos, parece ter voltado com tudo. Jadson foi dos poucos surfistas que conseguiu pontuar bem para a esquerda, apesar de também de mostrado muito bom surf de backside, derrotando nesta bateria Owen Wright e Adriano de Souza.

Mas nenhum surfista brilhou tanto como Julian Wilson que parecia estar totalmente em casa em Margaret. Wilson conseguiu surfar no rail e com duas ondas fortes “limpou” a bateria e ficou com a média de 16 pontos.

Com o fim do primeiro round masculino entrou a prova feminina. Acompanha o segundo dia do Drug Aware Margaret River Pro AQUI!

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