O Rip Curl Pro Bells Beach já “afunilou” para 16 surfistas e caso não tenhas acompanhado toda a acção aqui estão os destaques do que perdeste…

Round 1

Em ondas de metro e meio nos sets, o rookie Davey Cathels abriu a prova com duas ondas muito fortes e uma vitória sobre Jeremy Flores e Caio Ibelli. Davey parece ser uma versão moderna do seu conterrâneo Chris Davidson e neste tipo de ondas é muito perigoso. Com fortes carves e manobras a soltar o tail este australiano pontuou alto e deixou bem claro que tem tudo para chegar às fases finais.

Outra surpresa desta fase foi o norte-americano Kanoa Igarashi, que também venceu a sua bateria. O mais novo surfista do tour não tem o corpo e a experiência que precisava para ser ainda mais expressivo, mas tem uma técnica invulgar para a sua idade. Igarashi é um daqueles surfistas que é tão rápido que tem de ter cuidado para não falhar secções e sua vitória deve-se a manobras fortes no lip e a um excelente aproveitamento das ondas do início ao fim, o que foi suficiente para bater Dusty Payne e Ítalo Ferreira.

A melhor média da fase foi para Mick Fanning que está numa forma tão impressionante que deixa dúvidas se vai mesmo tirar o seu “personal year” depois desta etapa.

Round 2

O europeu das Ilhas Guadalupe, Tim Bisso, venceu os trials e no round 2 calhou com Kelly Salter. O 11x campeão do mundo não está no seu 100% mas é perigoso para qualquer surfista, em qualquer dia. Mas neste dia Tim é que foi perigoso para KS! Com um backside que faz lembrar Nat Young, Tim ficou apenas a 5.9 de avançar para o round seguinte.

Jordy Smith venceu o seu heat contra Adam Melling com uma das melhores notas do dia, 9.2, mas parece ainda não estar no seu melhor. Neste tipo de condições o Sul Africano devia ser o “alpha male” do tour, como já foi no passado, mas parece não estar com a confiança de outros. Nada que não se resolva se passar mais uns heats.

Caio Ibelli e Ryan Callinan foram os protagonistas do melhor heat do round. O australiano começou muito forte com um backside de fazer inveja a qualquer goofy e parecia estar com a vitória garantida. Mas Ibelli tem aquela “fome” que só se vê nos surfistas brasileiros e com muita atitude fez um par de notas 8 nos últimos minutos para virar a bateria.

Para terminar a fase, Jadson André também mostrou muita garra, atirando-se de backside para algumas secções pesadas. Mas não só não foi suficiente para bater o surf de linha de Conner Coffin como ainda fez uma lesão que poderá ser bastante grave no joelho. Tudo isto num ano em que deixou de ter como main sponsor a marca que o patrocina desde pequeno.

Round 3

Dividido em 2 dias, este round teve ondas até dois metros e meio no segundo e no fim 7 dos surfistas do top12 estavam fora da prova, incluindo 3 surfistas do top4. Matt Wilkinson não era um deles e neste momento nenhum surfista lhe pode tirar a lycra amarela, apesar de Caio Ibelli e Conner Coffin, poderem empatar com os seus pontos se um deles vencer e Matt perder no próximo heat. Mas Wilko parece estar simplesmente “on a mission” e este ano ainda não perdeu um heat. O seu surf de backside é dos mais impressionantes no tour e com este novo foco competitivo parece estar destinado a segurar a liderança por mais algum tempo!

Mason Ho foi um dos grandes destaques desta fase ao bater o campeão mundial de 2015, Adriano de Souza, num dos heats mais fortes do dia. Mason vingou a sua derrota em Pipe com uma vitória num local onde o brasileiro sempre se destacou. Na sua última onda Ho fez uma das mais impressionantes manobras do dia para virar a bateria e mandar Adriano mais cedo para Margaret River.

Nos dois últimos heats do dia dois “contenders” eram eliminados. John John Florence foi surpreendido por Caio Ibelli enquanto que tudo o que podia correr mal a Gabriel Medina aconteceu num só heat e Davey Cathels não perdoou, conseguindo assim mais um grande “escalpe” neste dia.

Acompanha a evolução desta prova em directo AQUI!

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