“Quik” e Roxy Pro não avançam mas a acção não pára na Gold Coast

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A pausa entre o primeiro round do Quiksilver Gold Coast Pro e o segundo está a ser uma das mais longas da história da ASP, mas isso não significa que não haja grandes novidades!

Por ordem:

O Roxy Pro já está nos quartos de final e para variar haverá mudanças no topo do ranking. Sally Fitzgibbons, conhecida por ser a surfista mais focada do top4, começa o ano fora dos 8 primeiros lugares do ranking. Isto porque foi “atropelada” pela maior “dark horse” do prova feminina e masculina combinada, Silvana Lima. A brasileira, que esteve fora do tour por um ano e encontra-se sem patrocinador principal, parece não estar para brincadeiras. Começou o ano com uma vitória sobre a campeã mundial (e da etapa) em título no round 1, Stephanie Gilmore, que teve de dar tudo para a bater no round 3, vingando a sua vitória da fase anterior por apenas .43. A derrota de Lima acabou por prejudicar Sally, pois calhou com Silvana no round 4. Fitzgibbons fez um heat impecável e a 10 minutos do fim Silvana estava em combinação. Mas foi aí que tudo mudou pois deu um aéreo reverse impressionante, talvez o melhor do WWCT até hoje, e encheu a mesma onda de manobras. Resultado: 10 pontos. E pouco depois fez o que precisava para passar para primeiro, mesmo em cima da segunda melhor nota de Sally, que entretanto tinha aumentado a fasquia. E, “up next”, será novamente uma bateria de Gilmore VS Lima, o que promete ser mais um heat épico!

O swell não entrou! Ou melhor, entrou cedo e mais pequeno do que se esperava. Quem se deu bem com a situação foram as mulheres, que ainda apanharam condições bastante decentes para competir, o que permitiu que a prova avançasse até aos quartos de final. Isso e algumas expression sessions, que têm entretido o público e mantido os surfistas activos e bem dispostos.

Duranbah é o spot. O pico é bastante perto de Snapper e tem sido o palco de grandes sessões de surf. Não, os fundos não estão bons. Não, o swell não está a entrar muito maior que no palanque original, mas os surfistas estão lá e se o swell falhar novamente é bem provável que a prova termine por aí, já que está dentro dos limites do local onde a prova se pode realizar.

A falta de swell obrigou a que o período da prova fosse estendido. Nos dias que correm e com o que o circuito já envolve o cancelamento de uma prova que já começou não é solução. No passado aconteceu, em locais como Biarritz e (!!!!) Figueira da Foz! Mas em 2015 passa por aumentar por dois dias o fim do período de espera da prova. Consta (informação não oficial) que cada dia a mais custa à WSL cerca de 100k USD, ou seja, a factura da prova poderá ter aumentado em certa de 200.000 dólares! Serão trocos para a dimensão do circuito? É provável que não mas foi seguramente um mal necessário e muito bem analisado.

Slater aproveita para testar as suas FireWires! Já é sabido que Kelly não só comprou a empresa como aparentemente é o único dono por isso toca a puxar pelo seu novo produto. Talvez por falta de tempo o primeiro round foi feito com a sua “clássica” Al Merrick, mas os dias de descanso já deram para testar alguns shapes progressivos do shaper “Tomo” e ainda algumas “armas” de Jon Pyzel e outro. KS tem pela frente no round 2 um perigoso wildcard, “dono” de um surf progressivo impressionante e as condições poderão jogar a seu favor. Será que Kelly vai arriscar surfar no seu próximo heat com os seus “foguetes” novos? Vamos todos descobrir dentro de horas (ou dias) AQUI, quando o Quiksilver Gold Coast Pro regressar à água!

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