Mesmo não sendo uma onda difícil, Burleigh Heads certamente não favorece quem surfa de backside para o onda. Entre os últimos 16 em prova, apenas dois eram goofies e só um deles chegou ao último dia do campeonato.

Mas Owen Wright, o último resistente entre os goofies, viu isso como apenas mais um desafio. E se há uma coisa que este australiano gosta é de desafios. Owen surgiu nos últimos quatro anos como a grande esperança do “Down Under” e em 2011 fez três finais consecutivas contra Kelly Slater no WCT.

Entretanto apareceram os “Julians, John Johns, Medinas” que lhe roubaram alguma visibilidade e um lugar no top10 do WCT. Em 2013 Wright tem como objectivo deixar tudo para trás e focar-se novamente no título mundial. E que melhor maneira de começar o ano do que com uma vitória num dos mais competitivos WQS da temporada?

Vários surfistas mostraram grande forma neste último dia mas o homem a abater era Adam Melling. Em dois heats este regular ficou a contar com quatro notas acima dos nove pontos e as suas médias deixaram os seus adversários dos quartos de final (Marco Fernandez) e meias finais (Ricardo Christie) em combinação.

Do seu lado da grelha Owen foi muito mais “modesto” nas suas pontuações, apesar de ter feito a melhor nota de toda a prova, para eliminar Thomas Woods e Alejo Muniz, guardando algum “momentum” para a final. O seu surf de backside na final foi quase perfeito, soltando o tail e quase todas as manobras a garantindo assim a sua primeira vitória do ano!

Depois desta prova o surfista português Frederico Morais encontra-se em 20º lugar do ranking WQS e, apesar de ainda não contar com grandes pontuações, é o primeiro português a estar tão bem qualificado neste circuito desde a altura em que Tiago Pires ainda se estava a tentar qualificar!

A próxima etapa (de relevância) do WQS é o Burton Toyota Pro, que será realizado em Newcastle, Austrália, entre 18 e 24 de Fevereiro!

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