No último dia do MEO Rip Curl Pro Portugal 0 título mundial de 2018 esteve muito perto de ser decidido. A menos de 5 minutos do fim da primeira final Gabriel Medina liderava a bateria e, se vencesse, apenas tinha que ganhar a final para garantir o “bi” em águas portuguesas. O seu lado da grelha era onde realmente estavam os “killers” do evento, o que deixava a certeza que a final seria uma bateria mais acessível que as meias.

Mas o seu adversário ainda nas meias finais era Ítalo Ferreira, um surfistas com um recorde incrível contra Medina, tendo vencido o ex-campeão mundial em todas as suas baterias menos uma, mais cedo no ano em Teahupoo. E claro que Ferreira não ia facilitar e quando acertou um aéreo com uma rotação impressionante passou para a frente e a situação não mudou até ao fim da bateria. Quem celebrou o momento foram os outros dois candidatos ao título, Filipe Toledo e Julian Wilson, que chegam a Pipeline com hipóteses de garantirem o primeiro título mundial das suas carreiras. Já Ítalo, mesmo com a vitória na final, não entrou nesta disputa nem melhorou a sua posição, mantendo-se em 4º lugar no ranking.

Os cenários da disputa pelo título foram prontamente apresentados pela WSL e são os seguintes:
– Se Gabriel Medina terminar em 1º ou 2º lugar no Billabong Pipe Masters vence o título mundial independentemente dos resultados de outros candidatos;
– Se Gabriel Medina terminar em 3º lugar Julian Wilson ou Filipe Toledo terão de vencer a prova para se sagrarem campeões mundiais;
– Se Gabriel Medina terminar entre a 5ª e a 25ª posições Julian Wilson e Filipe Toledo terão de chegar à final para garantir o título;

Entretanto também a disputa pelo top22 do circuito, as posições que garantem vagas no tour do próximo ano, foi muito influenciada pelo resultados da prova portuguesa do Championship Tour. Frederico Morais tirou mais um bom resultado e saiu do limite da qualificação, o 22º, passando para o 21º. No entanto ainda não está fora de perigo pois há cerca de 6 surfistas que com resultados sólidos o poderão superar.

Cada bateria que o português passar em Pipeline o deixará mais “confortável” mas o seu historial não joga a seu favor. Em 2016 Kikas defendia a liderança da prestigiosa Triple Crown of Surfing e caso tivesse avançado uma bateria no Pipe Masters teria sido campeão, o que não aconteceu. Algo semelhante se passou em 2017, quando apenas precisava de terminar no mesmo round que Connor O’Leary para vencer o rookie of the year, mas também não conseguiu e foi superado. Em 2018 a cada heat que passar ficará mais seguro enquanto que se não o fizer ficará ao alcance de vários “colegas”. Entre eles Yago Dora é o mais perigoso pois precisa apenas de um 9º lugar para superar o surfista de Cascais, enquanto que Joan Duru, Matt Wilkinson, Tomas Hermes e Connor O’Leary precisam de ficar em 5º, Patrick Gudaukas em 3º e Jesse Mendes, Ian Gouveia e Michael February precisam de vencer em Pipe.

Também no circuito QS há muito a ser disputado. Neste momento os qualificados pela “segunda divisão” seriam os seguintes: Ryan Callinan, Seth Moniz, Peterson Crisanto, Deivid Silva, Jadson André, Jogann Couzinet, Ethan Ewing, Alejo Muniz, Leonardo Fioravanti e Evan Geiselman. Apesar disso todos os surfistas que estão qualificados para competir nas provas havaianas podem conseguir a qualificação para o próximo ano já que 23.000 pontos são distribuídos nas 3 etapas e o “cut“, neste momento, está nos 12.100 pontos. Um dos candidatos ao top32 do próximo ano é Vasco Ribeiro, que se encontra em 20º no ranking e qualquer resultado excelente numa das etapas de 10.000 pontos poderá chegar para o confirmar na elite.

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