Nem sempre o melhor surfista vence mas neste caso foi mesmo isso que aconteceu!

Desde o dia 1 do último evento Prime em águas não havaianas que o brasileiro Filipe Toledo mostrou que era de longe o surfista a “abater”. Alternando entre os seus carves e o seu mortífero jogo áereo, Toledo foi dizimando todos ao mesmo tempo que passeava classe pelas ondas de Maresias.

O último dia de competição do O’Neill SP Prime foi talvez o que teve as piores ondas (pelo menos em termos de tamanho) mas Toledo mostrou ao mundo que nestas condições é capaz de ser ainda mais perigoso pois este é o tipo de ondas onde por norma é o surf aéreo que dá mais pontos. O seu maior adversário poderia ser Medina, que nas marrecas voa como poucos, mas o futuro campeão do mundo (resta saber se será já ou não) foi eliminado por um endiabrado Julian Wilson no dia de ontem, que necessitava mesmo de garantir o máximo de heats vencidos pois a sua situação pelo ranking WCT está longe de ser boa.

Restavam, neste último dia, oito surfistas e desses, três eram brasileiros, o que não poderia deixar o público presente mais emocionado. Mas ninguém mostrou mais emoção que a família de Toledo que a cada heat, aliás, a cada manobra, o apoiava com toda a emoção típica dos brasileiros.

Matt Banting começaria o dia a eliminar um dos três brasileiros, aquele que neste momento tem já o seu lugar garantido no WCT em 2015, Wiggolly Dantas. O júnior Italo Ferreira, acabadinho de se sagrar vice-campeão mundial jínior em Portugal há umas semanas – perdeu “apenas” para Vasco Ribeiro, como todos sabemos! – acabou com as hipóteses de Wilson ganhar mais pontos preciosos. Carlos Munoz continuou a mostrar que é mesmo uma questão de tempo até estar no WCT – poderá ser em 2015 caso se dê bem no Hawaii -, eliminando o veteraníssimo Nathan Hedge, que continua a querer provar que um “velhote” pode voltar ao WCT. No último heat dos quartos, Toledo atropelou a sensação australiana Jack Freestone.

Na primeira meia-final, Banting não deu grandes hipóteses a Italo Ferreira – que apesar da derrota estava ao mesmo tempo nas nuvens pois conseguiu garantir a sua presença no WCT em 2015, e, na segunda meia final, Toledo destruiu Carlos Munoz. Munoz tentou responder ao jogo aéreo de Toledo (que além de aéreos ainda encaixava mais uma ou duas manobras nas pequenas direitas), mas acabou por não conseguir completar nenhum acabando com a “estranha” média de 3.93 frente aos imponentes 18.43 de Toledo.

Toledo defrontava assim aquele que será também um novo surfista no World Tour em 2015, Matt Banting. E, mais uma vez, Toledo não deu hipóteses. Abriu com um full rotation incrível que só por si lhe deu um 9.17, e passado uns minutos encaixou um alley oop seguido de um aéreo reverse para a base o que lhe garantiu um 9.87 e, basicamente, com a vitória na mão! Isto pois Banting não conseguiu dar resposta ao abusado jogo performance de Toledo e, ao toque final, a praia explodiu ao ver um “filho” seu vencer em casa!

O circuito WQS segue agora para o Hawaii onde estará uma forte armada portuguesa pronta para competir: Tiago Pires, Frederico Morais, Nicolau Von Rupp, Vasco Ribeiro e Zé Ferreira. O primeiro evento começa já no dia 12 de Novembro, o REEF Hawaiian Pro.

(Final do O’Neill SP Prime)

 

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