Foi com condições precárias, e por isso mesmo diferentes do que se esperava, que arrancou o Billabon Pro Tahiti. Aliás, no primeiro call do dia o swell ainda não tinha chegado sendo feito uma nova chamada para duas horas mais tarde.

E, neste caso, à segundo foi de vez, e arrancou o primeiro heat do dia e do Billabong Pro Tahiti. Parkinson venceu, assim como de Sousa, Italo Ferreira e Joan Duru, sem dúvida a grande surpresa destes primeiros quatro heats, venceram em condições muito dificeis devido à direcção do vento que afectava a qualidade das ondas.

Mas a previsão era, e é, de melhoria ao longo do dia e supostamente os próximos três dias vão estar perfeitos, sendo que após estes o swell irá desaparecer. Por isso mesmo a organização decidiu fazer já o round 1 e quatro heats do round 2, uma vez que não há eliminados e garantindo assim que (quase) todos os surfistas apanharão boas ondas nos rounds seguintes, daquelas pelas quais Teahupo’o é famoso. Aliás, fala-se mesmo que o evento possa terminar nos próximos três dias…

JJFlorence foi ele mesmo, Wilko mostrou que quer manter a camisola amarela, Buchan mostrou a sua experiência e Wilson venceu apertado, todos estes, cada um à sua maneira foram os vencedores dos quatro heats seguintes.

Seguiu-se Media, O’Leary e Andino como os vitoriosos dos 9 a 11, isto numa fase em que o vento melhorava um pouco e o swell já estava mais constante, mas mesmo assim condições muito longínquas das que todos queremos ver.

E foi no último heat do round 1 que entrou o português Frederico Morais, frente ao local Michel Bourez, que abriu o heat com uma paulada de backside, e Ian Gouveia. De relembrar que tanto havia ondas boas para manobrar como apareciam bons tubos pelo que havia uma variedade maior de escolha, isto num pico que por norma o que conta são os tubos.

Gouveia descobriu um tubo mediano e foi depois a vez do português começar a sua performance mas não sem antes esperar uns bons e largos minutos uma vez que as ondas resolveram desaparecer. Foi quando faltavam 16 minutos para o final, que Morais apanhou uma esquerda com potencial para manobrar e… Jesus, foram quatro explosões de backside daquelas que dizemos que só os melhores do mundo fazem! E é isso mesmo que Morais é, um dos melhores do mundo! 6.83 foi a nota que recebeu a qual se juntou ao seu 2.67 e lhe deu a liderança do heat.

Gouveia respondeu com uma rasgada e um bom tubo seguido de mais uma rasgada, combinação de manobras que lhe serviu para roubar o primeiro lugar a Morais graças a um 7.17.

A 12 minutos do fim, Morais encontrava-se com prioridade e a necessitar de um 5.02 para vencer. O mar resolveu acalmar novamente excepto para Bourez que se entretinha a apanhar ondas sem potencial uma vez que tinha a terceira prioridade.

A cerca de 8 minutos entrou uma onda que Morais, com prioridade deixou passar. Gouveia não a desperdiçou e com uma rasgada e dois tubos conseguiu melhorar a sua segunda nota com um 7.83, e deixar Morais a precisar de um 8.17 para vencer o heat.

Morais respondeu de seguida com uma esquerda onde encaixou duas rasgadas mas a onda acabou por morrer, e faltavam assim 5 minutos para o heat terminar. Entretanto Bourez voltou ao heat ao dar duas manobras sólidas numa onda do set que lhe renderam um 7.00, ficando a necessitar de um 8.00 e empurrando Morais para terceiro.

Faltavam então dois minutos e Morais encontrava-se numa boa posição pois tinha prioridade pelo que a próxima onda boa seria sua. Infelizmente não entrou mais nenhuma onda e o surfista do Guincho viu-se assim a ter de surfar no round 2 para continuar a sua demanda no Billabbong Pro Tahiti mas não deixou de ter uma prestação poderosa!

Morais irá defrontar Nat Young no round 2 e no heat 5, o que significa que será o primeiro do dia uma vez que ainda hoje se irão realizar os primeiros quatro heats do dia round 2. Assiste a tudo ao vivo AQUI a partir das 18h portuguesas!

#gokikas

 

 

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