Valeu a pena espera pelo último dia do período de espera, pois as ondas estavam clássicas. Boas esquerdas e direitas entre metro e meio de dois metros esperavam os últimos 8 surfistas em prova, no Sata Airlines Azores Pro.

Entre bons tubos e manobras progressivas, viu-se um pouco de tudo e pode-se considerar este como um dos melhores dias de prova no circuito WQS deste ano. Nat Young e Hizunome Bettero lutaram como iguais no primeiro heat do dia, mas quando Young fez uma nota de 9 pontos, deixou Bettero a precisar de uma nota mais forte, que nunca apareceu.

E se no primeiro heat foi o norte-americano que derrotou o sul-americano, no heat seguinte Messias Félix equilibrou a “balança” e eliminou Tanner Gudauskas.

Wiggolly Dantas foi o melhor surfista durante toda a semana no free surf e ao longo de todo o campeonato foi avançando com facilidade. Nos quartos de final tinha pela frente um dos mais perigosos adversários de todo o campeonato, Thiago Camarão. Mas o seu destino era mesmo a final e nem Camarão nos quartos, nem o basco Hodei Collazo, nas meias, conseguiram pará-lo.

Do outro lado da grelha estavam os goofies Nat Young e Messias Félix e foi o brasileiro que avançou para a final.

Dantas era o claro favorito para vencer esta final. Este surfista apareceu no “mapa” há vários anos quando ganhou a final do Quiksilver King of the Groms, em França. Desde aí parece estar a fazer tudo bem. Muito treino, muitas temporadas havaianas, bons patrocinadores e treinadores a condizer. Há alguns anos esteve quase a entrar no WT, quando venceu duas etapas valiosas no WQS, mas desde aí não tem tido resultados muito expressivos. Na final, na Praia de Santa Barbara, usou o seu forte backside para encaixar algumas batidas fortes e começar o heat com uma nota alta. Muito pouco tempo depois conseguiu um back up forte e parecia estar imparável.

Mas Messias Félix, que vinha desde o primeiro round da prova e que nunca tinha chegado sequer uns quartos de final numa etapa de 6 estrelas, não baixou os braços. Este é o típico surfista brasileiro com muito surf e poucos patrocínios mas tinha do seu lado alguns factores a jogar a seu favor. A sua prancha Xanadu já tinha quase dois anos mas nem por isso funcionou pior.

Quando deu um bom tubo para a esquerda e acabou com um altíssimo air reverse, foi meio caminho andado para vencer a prova. De seguida apanhou uma direita e deu uma paulada tão forte e vertical que, mesmo não tendo outras secções muito pontuáveis, recebeu 7 pontos a juntar aos seus outros 7.9, ficando com a média de 14.93.

Wiggolly ainda teve algumas oportunidades mas não conseguiu transformá-las no 6.43 que precisava, e perdeu.

O Sata Airlines Azores Pro acabou assim com ondas dignas deste local e volta e ainda este mês (de 27 a 30), com a última etapa do circuito de qualificação do circuito feminino.

(Vídeo do último dia)

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