À falta de melhores condições no horizonte, o Drug Aware Margaret River Pro continuou a avançar tendo sido inclusivamente coroada a campeã da categoria feminina. Foi com as meias finais dessa categoria que começou este dia de prova e inicialmente Stephanie Gilmore parecia estar a caminho de mais uma final. Mas as ondas estava com cerca de dois metros e as secções pesadas beneficiavam mais o power surf de Carissa Moore que, de um momento para o outro, encostou a 5x campeã do mundo “às lonas”. De seguida Tyler Wright venceu um heat mais equilibrado, contra Sally Fitzgibbons, só para perder para a campeã mundial em título (Carissa Moore) na final.

A prova masculina começou com o heat que seria o mais polémico dos últimos tempos. De um lado estava o focadíssimo Taj Burrow, o melhor surfista do oeste da Austrália, que era o claro favorito para vencer a etapa e, claro, este heat. Do outro estava o poderoso australiano Bede Durbidge, que não tem conseguido os resultados do passado mas é um nome que nunca se deve subestimar. Durbidge aplicou o seu surf “power” enquanto que Taj arriscou um pouco mais mas não parecia estar 100% em sintonia com o seu equipamento, ocupando a segunda posição perto do fim. A precisar de uma nota de pouco mais de 6 pontos perto do fim Taj usou a sua prioridade para apanhar uma onda com algum potencial. No entanto ficou preso no “leash” de Bede e não conseguiu fazer o drop. Depois disso não vieram mais ondas de consequência e Durbidge aparentemente tinha vencido a bateria.

Mas Burrow protestou a maneira como foi eliminado e a ASP, depois de estudar bem o caso e consultar as regras, decidiu que se repetir o heat no fim do dia. Durbidge não concordou e abandonou a praia, claramente desanimado. Muitos acharam que não iria regressar mas, minutos antes do início do heat o massivo australiano apareceu de lycra vestida, para vencer mais uma vez a bateria!

Umas horas mais cedo tinha acontecido o heat mais esperado do campeonato até agora, Gabriel Medina VS John John Florence. O havaiano mostrou-se em grande forma e chegou a liderar graças a um aéreo altíssimo sem rotação. Mas Medina está num patamar competitivo mais alto e com o seu super completo “arsenal de manobras” venceu mais uma bateria. Um dos momentos altos foi um aéreo reverse incrível, mas quem não conseguiu completar por ter rodado mais do que 360 graus no ar. Caso tivesse acertado era um 10 fácil!

Outros surfistas brasileiros brilharam neste dia, mostrando que esta nação está a caminho de um ano histórico. Filipe Toledo fez um aéreo “full rotation” para derrotar um dos favoritos à vitória, Julian Wilson, De Souza bateu Owen Wright e Miguel Pupo venceu CJ Hobgood num incrível confronto de goofies. De facto o único brasileiro a perder neste dia foi Jadson André, que tinha Kelly Slater no seu heat e foi eliminado por pouco.

Mas a maior revelação do dia foi o local Yadin Nicol. Depois de perder a sua vaga por muito pouco em 2013, Nicol está de volta ao WQS e venceu os trials para estar nesta prova. Yadin tinha pela frente o campeão mundial de 2013, Mick Fanning, que parecia muito à vontade nestas condições. Mas o trialista impôs um ritmo muito alto e quando deu um dos aéreos mais impressionantes do ano recebeu uma nota quase perfeita. Entretanto Mick ficou a precisar de uma combinação, algo muito difícil de combater nestas condições, e foi eliminado.

Assim terminou o quinto dia de prova, acompanha tudo em directo (quando a prova regressar) AQUI!

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