Matt Wilkinson toca o sino…

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Chegou ao fim a segunda etapa do Championship Tour de 2016, o Rip Curl Beach Pro, e o vencedor foi novamente Matt Wilkinson.

Ao longo do seus 6 anos no tour Matt esteve constantemente na disputa pela manutenção neste circuito, nunca tendo terminado no top16. Mas em 2016 algo mudou e Wilko venceu as 3 etapas em que participou. Tudo começou em Newcastle, quando o australiano venceu a etapa QS 6.000, conseguindo aí apenas a terceira vitória da sua carreira na WSL.

Mas, mais importante que os pontos, esse resultado parece ter despertado algo na sua mente e quando chegou à Gold Coast, para disputar a primeira etapa do CT Matt simplesmente estava “in the zone” e não perdeu nenhum heat.

O “momentum” não foi perdido e mesmo em Bells, uma onda em que poucos goofies venceram, o seu surf foi sempre destaque. A última vez que um surfista venceu de backside para a onda foi Mark Occhilupo, há cerca de 17 anos, mas Matt não se deixou intimidar. No round 3 Wilkinson perdeu o seu primeiro (e único até agora) heat do ano contra Wiggolly Dantas. Mas essa fase não é eliminatória e os dois encontravam-se novamente nos quartos de final, depois de Matt eliminar Julian Wilson com uma nota excelente nos últimos minutos, que foi exactamente o que precisava.

Dantas estava em grande forma nesta prova, possivelmente melhor até que a do líder do ranking, mas fez alguns erros e caiu em momentos críticos. Com a “estrelinha” do seu lado, o dono da lycra amarela virou mais um heat com a última onda, provando que tem toda a habilidade para disputar o título mundial, só faltava era ter a cabeça no sítio.

Nas meias finais a vítima da vez foi outro perigoso goofy brasileiro, Ítalo Ferreira, que terminou em 3º lugar no evento. Na final o seu adversário foi Jordy Smith, que estava muito confortável nas condições que rondavam os dois metros e meio nos sets. Mesmo não estando no seu melhor, Jordy foi “varrendo” adversários de peso até à final, como Caio Ibelli por muito pouco no round 5, Michel Bourez nos quartos de final e o grande favorito, Mick Fanning nas meias.

Jordy é considerado como um dos melhores surfistas em Bells e o favoritismo estava do seu lado, já que Wilko nunca tinha passado do round 3. Mas, em 2016, Matt Wilkinson está noutra dimensão. O seu surf de backside já tinha conseguido notas altas antes, mas agora consegue replicar em todos os heats e no fim Smith acabou com uma combinação.

Ao “tocar o sino”  Matt Wilkinson é o líder “isolado” deste ranking, com mais do dobro dos pontos de qualquer outro adversário e tem a lycra amarela garantida pelo menos até à etapa brasileira. Será este o ano de Wilkinson?

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