Devido a um fraco arranque no início de ano era improvável que apenas duas etapas mais tarde Adriano de Souza e Jordy Smith estivessem a encabeçar o ranking, mas aparentemente no surf profissional tudo é possível.Adriano tinha perdido o seu main sponsor muito pouco tempo antes, que se manteve apenas como patrocínio de óculos. O patrocínio da marca brasileira PENA veio ao resgate do melhor brasileiro na história do circuito mas, por alguma razão, “Mineirinho” não conseguiu melhor que um 25º lugar na Gold Coast.

Jordy não perdeu patrocínios, pelo que consta até está melhor do que no ano anterior, mas pelos resultados dos últimos 6 meses (antes de Bells), parecia uma carta fora do baralho na disputa pelo título. Até que ambos descobriram o seu ritmo, na segunda etapa do tour, e chegaram ao Brasil como os nomes a abater.

O primeiro que tentou abater Adriano neste último dia de prova, em que as ondas estavam um metro, com pouco vento, e os aéreos substituíram os tubos como decisores de heats, foi Kelly Slater. No entanto, a primeira onda do brasileiro acabou por dizer tudo, este era o seu dia. Adriano deu um forte carve e seguiu-o de um aéreo reverse com rotação perfeita e aterragem em extremo. De facto Mineirinho aterrou com os pés no nose mesmo na base da onda mas se isso não o impediu de acertar a manobra, nem a aura dos 11 títulos de Kelly seria capaz de o derrotar. Slater esteve combinado e saiu da sua combinação com um bom tubo para a direita, mas seria insuficiente para virar o resultado. O mais incaracterístico deste heat foi não se ter ouvido uma palma pelo tubo do campeão, nem um assobio, nada, a torcida era 100% brasileira, 100% Adriano!

No lado oposto da grelha estavam Jordy Smith e Filipe Toledo que trocaram tubos e aéreos entre eles. Por um lado Jordy acertava os seus aéreos reverses, enquanto Filipe respondia alley oops. A combinação de manobras e tubos foi o que deu a vitória a Jordy mas começa a ficar patente que Filipe está a abusar do seu “trunfo” e habilita-se a, muito em breve, deixar de receber notas altas com essa manobra.

O primeiro heat das meias foi a melhor bateria do campeonato, Adriano de Souza VS Gabriel Medina. Os dois brasucas disputaram taco a taco um lugar na final mas guardaram o melhor para o fim. Adriano agarrou a liderança e nos últimos segundos tinha também a prioridade. Mas Gabriel “forçou-o” para uma onda e atacou com um aéreo reverse abusado de backside para deixar o publico na praia dividido. No final Medina acabou por ficar a escassas décimas a final e Adriano garantiu a liderança do circuito. Depois foi a vez de Mick Fanning também ser eliminado, no seu caso por Jordy Smith.

Na final o brasileiro era o favorito, mas Jordy estavam imparável e venceu o seu primeiro WCT fora da África do Sul. Com dois resultados sólidos Jordy e Adriano tornam-se em fortíssimos candidatos ao título e são seguidos por Mick Fanning e Kelly Slater. O circuito volta em menos de um mês com o Volcom Fiji Pro, realizado entre 2 e 14 de Junho!

(Os highlights das fases finais)

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