E ao terceiro dia, de competição, encontrou-se o vencedor do Volcom Pipe Pro de 2013, o surfista cujo nome tem três palavras e que, com esta vitória, garantiu a sua terceira de seguida nesta que é por norma a primeira etapa do WQS de cada ano.

Se John John Florence acreditar em numerologia e sinais então certamente que parece que o número três teve um lugar importante na sua vida no dia de ontem, dia em que venceu o WQS de cinco estrelas que se realiza à porta de sua casa!

Quem assistiu ao Volcom Pipe Pro desde o dia 1 rapidamente percebeu que seria quase impossível alguém vencer o prodígio havaiano, que está agora no seu segundo ano do WCT. Apesar desta etapa contar com outros surfistas locais de renome, como Jamie O’Brien e Bruce Irons, só para dizer dois – e que também passaram longas partes da sua vida na mais famosa bancada de coral do mundo -, Florence mostrou a sintonia perfeita com a onda que conhece como muito poucos, ou não crescesse a surfá-la.

Apesar de mais pequeno e com uma direcção de swell diferente, o terceiro e último dia do Volcom Pipe Pro foi mais um dia (noite para quem assistia deste lado do globo) de ondas épicas. Se Pipeline não produziu as esquerdas a que nos habituou, já Backdoor mostrou toda a sua fama e o show de tubos foi insano. A referida mudança de direcção do swell foi o grande responsável pelo Backdoor funcionar como o mundo inteiro viu, e quem não se importou nada com isso foram os regulares em competição e, em especial, John John Florence.

Na final, John John Florence começou tal e qual como fez grande parte dos seus heats: com um score sólido (acima dos 8 pontos). Logo de seguida meteu mais uma nota na casa dos seis pontos, com mais um tubo perfeito para o Backdoor, e depois resolveu ficar 15 minutos sem apanhar ondas, deixando Chris Ward, Josh Kerr e Olamana Eleogram a correr atrás do júnior havaiano.

Ward foi o que ficou mais perto de Florence seguindo-se Josh Kerr (que no início do dia tinha feito uma nota perfeita, o 10, e amealhando 1000 dólares de prémio extra oferecido pela Electric através do “Electric Perfect 10”), e, em último acabou o outro havaiano da final, Eleogram.

De destacar ainda a performance do japonês Masatoshi Ohno que mostrou que é um dos melhores tuberiders do mundo, principalmente de backside, mas que nos quartos de final não conseguiu encontrar as ondas perfeitas. Ohno foi ainda apontado por Slater, que se encontra no Hawaii mas não competiu, como dissemos aqui, como um dos grandes potenciais vencedores deste Volcom Pipe Pro.

O último destaque do Volcom Pipe Pro tem mesmo de ir para aquele que foi sem dúvida um dos mais impressionante heat de quatro surfistas da História do Surf Mundial, pelo menos no papel. Bruce Irons, John John Florence, Jamie O’Brien e Reef Macintosh defrontaram-se num choque de titãs no primeiro heat dos quartos de final. O’Brien é o fenómeno que todos sabemos e que só compete em provas no Hawaii, Bruce Irons já fez parte da elite do surf mundial acabando por se dedicar ao free surf – e irmão do falecido Andy Irons -, e McIntosh é um daqueles locais de respeito de Pipe. E Florence é, bem… Florence é Florence, o puto havaiano que domina Pipe como ninguém, como certamente viste!

(Highlights do último dia)

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